John Boyne

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Na parte de Literatura do Fórum Valinor, existe um projeto chamado Autor da Semana, onde os usuários indicam um autor de sua preferência e uma enquete decide qual será o da semana. O usuário que indicou o autor é responsável por abrir um tópico sobre o mesmo. Eventualmente, o autor que eu indico é escolhido.

John Boyne nasceu em 30 de abril de 1971 em Dublin, Irlanda. Estudou Literatura Inglesa no Trinity College, Diblin, e Escrita Criativa na University of East Anglia, Norwich.
Inicialmente, escrevia contos e publicava muitos deles, chegando a ganhar prêmios. No total, já publicou cerca de 70 contos.
Em 2006, o romance “O menino do pijama listrado” virou um filme ganhador de prêmios. O livro também ganhou vários prêmios e passou várias semanas no topo da lista de mais vendidos na Irlanda, nos EUA e na Espanha. Mundialmente, bendeu mais de cinco milhões de cópias.
Em abril de 2012, no Hennessy Literary Awards em Dublin, foi introduzido no ‘Hall of Fame’ por seu trabalho.
No Brasil, seus livros são publicados pela Companhia das Letras.

Bibliografia

Romances:

  • The Thief of Time (2000)
  • The Congress of Rough Riders (2001)
  • Crippen (2004)
  • Next of Kin (2006)
  • Mutiny On The Bounty (O Garoto no Convés) (2008)
  • The House of Special Purpose (O Palácio de Inverno) (2009)
  • The Absolutist (O Pacifista) (2011)
  • This House Is Haunted (será publicado em 2013)

Romances Juvenis:

  • The Boy In The Striped Pyjamas (O Menino do Pijama Listrado) (2006)
  • Noah Barleywater Runs Away (Noah foje de casa) (2010)
  • The Terrible Thing That Happened To Barnaby Brocket (2012)

Prêmios:

  • 1993: Shortlist – Hennessy Literary Award
  • 1995: Winner – The Curtis Brown Award
  • 2000: Longlist – The Irish Times Literature Award
  • 2004: Shortlist – Hughes & Hughes Irish Novel of the Year Award
  • 2006: Shortlist – British Book Award, the Border’s New Voices Award, the Ottakar’s Children’s Book Prize, the Paolo Ungari Literary Award (Italy)
  • 2007: Longlist – The Carnegie Medal
  • 2007: Shortlist – Irish Novel of the Year Award, the Leeds Book Award, the North-East Book Award, the Berkshire Book Award, the Sheffield Book Award, the Lancashire Book Award, Prix Farniente (Belgium), Flemish Young Readers Award, Independent Booksellers Book of the Year
  • 2007: Winner – Irish Book Awards: People’s Choice Book of the Year, Irish Book Award Children’s Book of the Year; Bisto Children’s Book of the Year
  • 2008: Nominated – the International IMPAC Literary Award
  • 2008: Shortlist – Deutschen Jugend Literatur Preis (Germany)
  • 2008: Winner – The Qué Leer Award for Best International Novel of the Year (Spain)
  • 2009: Winner – Orange Prize Readers Group Book of the Year
  • 2009: Named Honorary Patron of the University Philosophical Society, Trinity College, Dublin.
  • 2010: Shortlist – Irish Book Awards: Children’s Book of the Year
  • 2011: Shortlist – Sheffield Children’s Book Award, Hull Children’s Book Award
  • 2012: Longlist – The Carnegie Medal
  • 2012: Winner – Hennessy Literary Awards Hall of Fame
  • 2012: Shortlist – Irish Book Awards: Children’s Book of the Year

O que li dele:

O Menino do Pijama Listrado
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

O Palácio de Inverno
Pode-se fugir da história? Será possível viver no anonimato após uma existência de fausto e glória? A vida comum é assim tão diferente da vida pública?
Geórgui Jachmenev passou a vida inteira se debatendo com essas questões, e agora, prestes a perder o grande amor de sua vida, tenta encontrar uma resposta para elas ao refletir sobre seu percurso num século XX que sempre lhe pareceu longo demais.
Seus feitos começaram cedo: aos dezesseis anos, em ação impulsiva e atabalhoada, o rapaz impediu um atentado contra a vida de ninguém menos que o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II, que, agradecido, nomeou Geórgui o guarda-costas oficial de seu filho Alexei, destinado a ser o próximo czar. Uma reviravolta impressionante, que o levou da taiga russa para o fausto dos palácios moscovitas, cenário que, apesar da amplidão e luxo de seus imensos corredores, iria se revelar bem mais inóspito que os frios grotões de sua vida anterior.
A dura experiência com esse mundo gélido de intrigas palacianas, às quais sempre era jogado contra sua vontade, e de grandes tensões e responsabilidade só foi apaziguada com a chegada do primeiro amor, Zoia. Mas os tempos eram agitados, e a história deixou pouco espaço para idílios: quando a Revolução Bolchevique tomou de assalto o país, e isolou toda a família do czar numa casa de campo nos arredores de Ekaterinburg, mais uma vez Geórgui teve de agir rápido a fim de salvar a si e a Zoia. A vida com ela lhe custaria pátria, família e prestígio, e ele jamais se arrependeu disso – mas e para Zoia, o que teria custado?
Numa narrativa fascinante, em que presente e passado vão convergindo em capítulos alternados, da Inglaterra dos anos Thatcher para a época dos czares russos, e dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial para o turbilhão da Revolução Bolchevique, acompanhamos Geórgui em meio a acontecimentos históricos decisivos que acabam por se revelar mero pano de fundo para uma história de amor que esconde um grande mistério, talvez maior mesmo que a própria história.

The Thief of Time
É 1758 e Matthieu Zela está saindo de Paris, indo para Dover, tendo acabado de presenciar o assassinato de sua mãe por seu padrasto.
Começando com morte e terminando com redenção, a vida de Matthieu é marcada por um fato extraordinário: antes do final do século XVIII, ele descobre que seu corpo parou de envelhecer. No final do século XX, ele é capaz de olhar para trás para uma vida vivida ao máximo. Foi engenheiro, trapaceiro, magnata do cinema, soldado, executivo da TV e amante de muitas mulheres.
Abrangendo dois séculos e meio, The Thief of Time passa por Hollywood na década de 1920, a Grande Exposição de 1851, a Revolução Francesa, a Quinta-feira Negra e muito mais em uma história de assassinato, trapaça, paixão e sedução.

Há 11 anos…

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Ia sair o primeiro filme de Harry Potter, o da Pedra Filosofal, e eu, como fã ansiosa, comprei uma edição da revista SET que tinha 20 páginas falando sobre o bruxinho. No final da reportagem, tinha uma lista de recomendação de outros autores e livros que poderiam agradar os fãs de Rowling, Tolkien estava lá e eu guardei a informação.

Semanas depois, saiu uma reportagem gigante no jornal O Estado de São Paulo sobre o filme O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, e minha curiosidade aumentou. Pedi O Hobbit e O Senhor dos Anéis de presente de natal, e meu pai comprou os livros no começo de dezembro. Comecei a ler logo para dar tempo de ler A Sociedade antes de ver o filme (li O Hobbit antes de SdA).

Morava em Guaxupé (MG) na época, e os filmes demoravam mais ou menos um mês pra chegar lá. Vi SdA em janeiro, numa tarde chuvosa, morrendo de medo de enchente (o cinema estava na região ‘inundável’ da cidade), e a energia acabou no meio do filme, mas voltou logo. No ano seguinte, aluguei os 2 VHS de SdA pouco antes de ir ver As Duas Torres. E, no outro ano, aluguei ADT antes de ir ver O Retorno do Rei. Aluguei RdR quando chegou na locadora. Não lembro direito, mas acho que vi os 3 filmes sozinha, todas as vezes. Se não, só devo ter tido companhia no primeiro, no cinema…

Anyway, foi no início de 2002 que comecei a procurar mais informações sobre os filmes na internet e encontrei a Valinor. Cheguei a me cadastrar na Lista de Discussão que tinha no Yahoo na véspera da entrega do Oscar, e quase morri com os quase 1000 emails não lidos na semana seguinte. Eu entrava na internet a cada duas semanas, mais ou menos, mas sempre dava uma passadinha no site da Valinor pra ver se tinha alguma novidade. Acabei me registrando no fórum em 2003, mas só comecei a postar em 2006. Hoje sou moderadora lá.

Esta semana estreia O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Minhas expectativas estão baixas porque o livro tem história pra um filme só, mas o Peter Jackson fez 3, com quase 3 horas de duração cada. Seja o que Eru quiser.

Lewis Carroll

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Charles Lutwidge Dodgson (27 de janeiro de 1832 – 14 de janeiro de 1898), mais conhecido pelo pseudônimo Lewis Carroll, foi um autor inglês, matemático, diácono Anglicano e fotógrafo. Suas obras mais famosas são Alice no País da Maravilhas e sua sequência Alice Através do Espelho, assim como os poemas de estilo nonsense.

Família

A família de Dodgson era predominantemente do norte inglês, com conexões irlandesas. Conservadores e anglicanos, a maioria dos ancestrais de Charles eram oficiais do exército ou clérigos da Igreja Anglicana. Seu bisavô, também chamado Charles Dodgson, chegou a ser Bispo de Elphin. Seu avô, outro Charles, foi capitão do exército e foi morto em ação na Irlanda em 1803, quando seus dois filhos eram apenas bebês. O nome de sua mãe era Frances Jane Lutwidge.

O mais velho desses dois bebês – mais um Charles Dodgson – era o pai da Carroll. Ele foi para o lado religioso da família e foi ordenado. Frequentou Westminster School, depois a Christ Church, Oxford. Ele era ótimo em matemática e ganhou um diploma duplo, o que poderia ser um prelúdio para uma carreira acadêmica brilhante. Em vez disso, ele casou com uma prima de primeiro grau em 1827 e se tornou pastor/vigário.

Charles Lutwidge nasceu no presbitério de Darebury em Cheshire, perto das cidades de Warrington e Runcorn. Era o menino mais velho, mas a terceira criança de um casamento de quatro anos e meio. Oito irmãos nasceram depois. Quando Charles tinha doze anos, seu pai foi trabalhar em Croft-on-Tees, North Yorkshire, e toda a família se mudou para uma casa espaçosa, onde ficaram por vinte e cinco anos.

O pai de Charles era um clérigo anglicano ativo e conservador, se tornou Arquidiácono de Richmond e se envolveu nas intensas disputas que dividiam a igreja. Charles Lutwidge desenvolveu uma relação ambígua com os valores prezados por seu pai e com a Igreja Anglicana como um todo.

Educação

Inicialmente, Dodgson foi educado em casa. Suas “listas de leitura”, encontradas no arquivo da família, apontam para um intelectual precoce: aos sete anos de idade a criança já lia O Peregrino. Ele era gago, assim como a maioria de seus irmãos, o que influenciou sua vida social por muitos anos. Aos doze anos, foi enviado para Richmond Grammar School.

Em 1846, o jovem Dodgson mudou para Rugby School, onde foi claramente menos feliz, mas foi um ótimo aluno, se destacando em matemática.

Ele deixou Rugby no final de 1849 e se matricoulou em Oxford em maio de 1850 como um membro da antiga faculdade de seu pai, Christ Church. Depois de esperar que algum quarto ficasse disponível na faculdade, foi morar lá em janeiro de 1851. Apenas dois dias depois da mudança, foi convocado para voltar pra casa, pois sua mãe havia falecido, aos quarenta e sete anos de idade.

Início de sua carreira acadêmica oscilava entre a promessa elevada e a distração irresistível. Ele nem sempre trabalhava duro, mas foi excepcionalmente talentoso e a realização veio fácil para ele. Em 1852, obteve honras de primeira classe em Mathematics Moderations, e foi pouco depois nomeado para uma Bolsa de Estudos pelo velho amigo de seu pai, Canon Edward Pusey. Em 1854, obteve honras de primeira classe na Final Honours School of Mathematics, graduando-se Bachelor of Arts. Ele permaneceu na Christ Church estudando e ensinando, mas no ano seguinte ele não conseguiu uma importante bolsa de estudos por causa de sua auto-confessada incapacidade de se aplicar aos estudos. Mesmo assim, o seu talento como matemático conquistou o Christ Church Mathematical Lectureship, em 1855, que ele manteve por 26 anos. Apesar da infelicidade inicial, Dodgson permaneceu na Christ Church até sua morte.

Literatura

Dodgson começou a escrever poemas e histórias curtas bem cedo, colaborando bastante para a revista da família, Mischmasch, e mais tarde publicando em outras revistas, alcançando um sucesso moderado. Entre 1854 e 1856, seu trabalho apareceu em publicações nacionais, The Comic Times e The Train, e também em pequenas revistas como Whitby Gazette e Oxford Critic. A maior parte de seu trabalho era humorística, às vezes satírica, mas ele era exigente, dizendo que ainda não tinha publicado nada realmente digno de publicação.

Em 1856, publicou pela primeira vez utilizando o nome que o tornaria famoso. Um poema romântico chamado “Solitude” apareceu em The Train sob a autoria de “Lewis Carroll”. Este pseudônimo é uma brincadeira com seu nome verdadeiro: Lewis é a forma anglicana de Ludovicus, que por sua vez é a forma latina para Lutwidge; e Carroll é um sobrenome irlandês similar ao nome latino Carolus, de onde derivou o nome Charles.

No mesmo ano de 1956, um novo Reitor, Henry Liddell, chegou em Christ Church, trazendo sua família, a qual participaria bastante da vida de Dodgson e influenciaria seu trabalho. Charles Dodgson se tornou amigo íntimo da esposa de Liddell, Lorina, e de seus filhos, especialmente as três irmãs: Lorina, Edith e Alice. Por muitos anos foi amplamente assumido que sua “Alice” foi baseada em Alice Liddell. Colaborou com isto o fato de o acróstico no final de Através do Espelho soletrar seu nome, e que há muitas referências superficiais a ela ocultas em ambos os livros. Dodgson negou que tivesse se baseado em qualquer criança real para escrever sua heroína, e frequentemente dedicou seus trabalhos a outras crianças que conhecia, adicionando seus nomes a acrósticos no início dos textos.

Embora as fontes de informação sejam escarssas (os diários de Charles dos anos 1858 a 1862 estão perdidos), parece claro que sua amizade com a família Liddell foi importante, e ele adquiriu o hábito de levar as crianças (primeiro o garoto, Harry, depois as três irmãs) para remar, junto com um amigo adulto.

Foi em um desses passeios, em 4 de julho de 1962, que Dodgson esboçou a história que seria seu maior sucesso comercial. Ele contou a história e Alice implorou que ele a escrevesse, então, depois de muita procrastinação, ele presenteou a garota com um manuscrito ilustrado intitulado Alice’s Adventures Under Ground, em novembro de 1864.

Antes disso, a família de um amigo e mentor, George MacDonald, leu o manuscrito incompleto, e as crianças gostaram tanto que isto encorajou Charles a publicar a história. Em 1863, ele levou o manuscrito incompleto para o editor Macmillian, que gostou imediatamente da história. Depois que os títulos alternativos Alice Among the Fairies e Alice’s Golden Hour foram rejeitados, o trabalho foi finalmente publicado como Alice’s Adventures in Wonderland em 1865, sob a autoria de Lewis Carroll, que Dodgson já tinha usado nove anos antes. As ilustrações foram feitas por Sir John Tenniel, pois Charles acreditava que um livro publicado merecia as habilidades de um ilustrador profissional.

O sucesso esmagador do primeiro livro de Alice mudou a vida de Dodgson de várias maneiras. A fama de seu alter-ego “Lewis Carroll” logo se espalhou pelo mundo. Ele foi inundado com cartas de fãs e recebeu atenções por vezes indesejadas. De acordo com um boato popular, a própria Rainha Vitória gostou tanto do livro que sugeriu que o próximo fosse dedicado a ela. Ele também começou a ganhar muito dinheiro, mas continuou em seu posto em Christ Church.

No final de 1871, uma sequência – Through the Looking-Glass and What Alice Found There – foi publicada. O clima mais sombrio da história reflete as mudanças na vida de Dodgson. Seu pai faleceu em 1868, Charles entrou em depressão e demorou alguns anos para se recuperar.

Últimos anos

Durante os últimos vinte anos de sua vida, apesar da fama e riqueza crescentes, pouca coisa mudou. Ele continuou lecionando em Christ Church até 1881, e morou lá até sua morte. Seu último romance, Sylvie and Bruno, com dois volumes, foi publicado em 1889 e 1893, respectivamente, mas não atingiu nem de longe o sucesso de Alice.

Ele morreu em 14 de janeiro de 1989, na casa de sua irmã, de gripe e pneumonia, duas semanas antes de completar 66 anos.

Pedofilia?

A amizade de Dodgson com jovens meninas e a leitura psicológica de seu trabalho – especialmente suas fotografias de garotas nuas ou semi-nuas – levaram à especulação de que ele era pedófilo, mesmo que fosse um pedófilo reprimido e celibatário. Aparentemente, Charles convenceu muitos de seus amigos que seu interesse por crianças nuas era livre de erotismo, mas as gerações seguintes duvidaram disso.

Alguns biógrafos discutem que Dodgson quis casar com Alice Liddell quando ela tinha 11 anos, e que esta foi a causa da inexplicada briga com a família em junho de 1963. No entanto, nunca houve evidência suficiente para validar o fato. E, em 1996, a descoberta de algumas partes de diários perdidos indicam que o mais provável foi que a briga não teve nada a ver com Alice, mas talvez com rumores envolvendo sua irmã mais velha Lorina (com 14 anos na época), sua governanta, ou até sua mãe.

Alguns escritores evitam classificar Dodgsono como pedófilo, mas concordam que ele tinha uma paixão por crianças do sexo feminino e quase nenhum interesse pelo mundo adulto.

Trabalhos literários

  • La Guida di Bragia, a Ballad Opera for the Marionette Theatre (around 1850)
  • A Tangled Tale
  • Alice’s Adventures in Wonderland (1865)
  • Facts
  • Rhyme? And Reason? (também publicado como Phantasmagoria)
  • Pillow Problems
  • Sylvie and Bruno
  • Sylvie and Bruno Concluded
  • The Hunting of the Snark (1876)
  • Three Sunsets and Other Poems
  • Through the Looking-Glass, and What Alice Found There (inclui “Jabberwocky” e “The Walrus and the Carpenter“) (1871)
  • What the Tortoise Said to Achilles

Trabalhos matemáticos

  • A Syllabus of Plane Algebraic Geometry (1860)
  • The Fifth Book of Euclid Treated Algebraically (1858 and 1868)
  • An Elementary Treatise on Determinants, With Their Application to Simultaneous Linear Equations and Algebraic Equations
  • Euclid and his Modern Rivals (1879), estilo literário e matemático
  • Symbolic Logic Part I
  • Symbolic Logic Part II (publicação póstuma)
  • The Alphabet Cipher (1868)
  • The Game of Logic
  • Some Popular Fallacies about Vivisection
  • Curiosa Mathematica I (1888)
  • Curiosa Mathematica II (1892)
  • The Theory of Committees and Elections, coletado, editado, analisado, e publicado em 1958, por Duncan Black

Rick Riordan

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Na parte de Literatura do Fórum Valinor, existe um projeto chamado Autor da Semana, onde os usuários indicam um autor de sua preferência e uma enquete decide qual será o da semana. O usuário que indicou o autor é responsável por abrir um tópico sobre o mesmo. Eventualmente, o autor que eu indico é escolhido.

Sobre o nascimento de Percy Jackson

Para Rick Riordan (5 de junho de 1964), contar uma história a seu filho mais velho na hora de dormir foi apenas o início de uma jornada ao mundo dos livros infantis.

Riordan, então professor, já era um autor premiado de romances policiais para adultos quando seu filho Haley lhe pediu que contasse, na hora de ir para a cama, histórias sobre deuses e heróis da mitologia grega. “Dei aulas de mitologia grega por muitos anos no ensino fundamental, então fiquei feliz em poder atender ao pedido dele”, explica o autor. “Quando eu já não conhecia outros mitos, (Haley) ficou desapontado e perguntou se eu não poderia criar alguns com os mesmos personagens.”

Haley tinha acabado de ser diagnosticado com dislexia e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), e as narrativas de mitologia grega eram um dos poucos assuntos que interessavam o menino, naquela época no terceiro ano do ensino fundamental. Estimulado pelo pedido do filho, Riordan inventou rapidamente o personagem Percy Jackson e lhe contou todas as aventuras dele “para recuperar, nos Estados Unidos dos dias de hoje, o raio-mestre de Zeus”. Como conta seu criador, “levei três noites para contar toda a história, e, quando terminei, Haley disse que eu deveria escrever um livro.”

Apesar de seus horários apertados, Riordan conseguiu se organizar e obter algum tempo em meio à rotina para escrever o primeiro livro da série Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios. Em homenagem ao filho, deu a Percy características familiares.

“Fazer Percy com TDAH e disléxico foi minha maneira de honrar o potencial de todas as crianças que conheço nessa situação. Não é ruim ser diferente. Às vezes, ser diferente é a marca de ser muito, muito talentoso. E foi o que Percy descobriu sobre si mesmo em O ladrão de raios.”

Biografia

Nascido e criado em San Antonio, no Texas, Rick Riordan começou a escrever na juventude. Escrevia contos, enviados para publicação sem sucesso, e editava o jornal da escola. Naquela época, ele não levava a sério o trabalho de escritor – o que só aconteceu depois de se formar na faculdade e começar a lecionar em São Francisco, na Califórnia.

Apesar do sucesso com os romances detetivescos para adultos, Riordan sempre pensou em escrever para crianças: “No passado, quando eu dava aulas e escrevia histórias de mistério e suspense para adultos, meus alunos costumavam me perguntar por que eu não escrevia para crianças”, conta. “Eu nunca tinha uma boa resposta. Levou certo tempo para eu entender que eles tinham razão. As crianças eram os leitores que eu melhor conhecia.”

Jovens leitores – além de resenhistas, livreiros, bibliotecários e educadores – concordam. O site de resenhas Kirkus afirmou que O ladrão de raios é “uma narrativa de aventura de compasso desenfreado que questiona as realidades de nosso mundo, da família, da amizade e da lealdade”. A revista Publishers Weekly chamou o segundo livro da série, O Mar de Monstros, de “uma sequência mais forte do que o impressionante livro de estreia”, com “humor, inteligência e ritmo de quem entende do assunto”. Os cinco títulos receberam elogios e prêmios, e O ladrão de raios foi transformado em filme.

Por mais claro que seja que o autor tem jeito para escrever para jovens leitores, ele admite que a tarefa não é tão diferente de escrever para adultos. “Acho que crianças querem o mesmo que adultos quando se trata de um livro: uma história de ritmo rápido, personagens dignos de nossa consideração, humor, surpresas e mistério”, diz ele. “Um bom livro leva você a sempre fazer perguntas e o mantém virando as páginas para encontrar as respostas.”

Para poder se dedicar à escrita, recentemente e ainda “relutante”, Riordan tomou a decisão de deixar as salas de aula, uma carreira que adorava. Mas mantém um pé na educação, ao fazer apresentações em escolas por todos os Estados Unidos e mesmo pela Europa. “Amo dar aulas. Amo trabalhar com crianças… talvez algum dia eu volte às salas de aula”, conclui. “Não posso dizer que não voltarei, mas, por ora, os livros têm me deixado muito ocupado.”

Obras

Série Percy Jackson e os Olimpianos

  • O Ladrão de Raios
  • O Mar de Monstros
  • A Maldição do Titã
  • A Batalha do Labirinto
  • O Último Olimpiano

Livros Complementares

  • Os Arquivos do Semideus
  • Semideuses e Monstros
  • The Ultimate Guide

Série As Crônicas dos Kane

  • A Pirâmide Vermelha
  • O Trono de Fogo
  • A Sombra da Serpente (Será lançado em 01 de Outubro de 2012 no Brasil)

Livro Complementar

  • Survival Guide

Série Os Heróis do Olimpo

  • O Herói Perdido
  • O Filho de Netuno
  • A Marca de Atena – (Será lançado em 02 de Outubro de 2012 nos EUA)

Livro Complementar

  • Os Diários do Semideus – (Será lançado em 14 de Agosto de 2012 nos EUA)

Série The 39 Clues
Rick Riordan é o criador da coleção The 39 Clues. A série é publicada no Brasil pela editora Ática. Apenas o primeiro e o último livro da série foram escritos por Rick Riordan. A série é composta pelos seguintes livros:

  • The Maze of Bones (O Labirinto dos Ossos)
  • One False Clue (Uma Nota Errada)
  • The Sword Thief (O Ladrão de Espadas)
  • Beyonde The Grave (Além do Túmulo)
  • The Black Circle (O Círculo Negro)
  • In Too Deep (Nas Profundezas)
  • The Viper’s Nest (O Ninho de Cobras)
  • The Emperor’s Code (O Código do Imperador)
  • Storm Warning (Aviso de Tempestade)
  • Into the Gauntlet (O Último Desafio)
  • Vespers Rising (Ascensão dos Vespers)

Série Tres Navarre

  • Big Red Tequila (Tequila Vermelha)
  • Widower’s Two-Step (Etapa Mundinho de Dois)
  • The Last King of Texas (O Último Rei do Texas)
  • The Devil Went Down to Austin (O Diabo Desceu a Austin)
  • Southtown (Southtown)
  • Mission Road (Estrada Missão)
  • Rebel Island (Ilha Rebelde)

Cold Springs
Cold Springs é o único livro de Rick Riordan que não virou série. Assim como a série Tres Navarre, é um livro adulto de mistério.

Patrick Rothfuss

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Patrick Rothfuss (6 de junho de 1973) teve a boa sorte de nascer em Wisconsin, onde os longos invernos e a falta de TV a cabo fizeram surgir um amor por leitura e escrita. Sua mãe lia para ele quando era criança e seu pai o ensinou a construir coisas. Se você quer conhecer as raízes do trabalho de Patick, procure nesta época.
Enquanto crescia, Pat não era muito aplicado e não exercitava todo seu potencial. Mas, mesmo que ele não fizesse nada de útil, seua pais ainda o amavam. Eles também o encorajavam, mas de uma maneira geral, pois Patrick não tinha nenhum talento aparente.

No colegial, Pat gostava das “ciências difíceis”, por isso começou a faculdade de engenharia química. Mas ele logo a abandonou e decidiu se dedicar à psicologia clínica. Acabou abandonando este ramo também e admitiu que não tinha idéia nenhuma do que gostaria de fazer, então mudou seu curso para “não declarado”, embora tenha ficado mais de três anos na faculdade.

Nos próximos seis anos, Pat foi um estudante itinerante, trabalhando em três locais diferentes e estudando tudo o que o interessava: filosofia, história medieval, teatro oriental, antropologia, sociologia… Depois de nove anos como graduando, Pat foi forçado, pela polítia da universidade, a completar sua graduação… em inglês.
Enquanto estava na faculdade, Patrick descobriu que tinha habilidade para escrever. Escreveu poesia para uma série literária local, uma coluna satírica de conselhos para o jornal local, e scripts para um programa de comédia de uma rádio. Dois meses antes de se graduar, Pat finalmente terminou um projeto em que estava trabalhando há seta anos: uma história gigantesca sobre um homem chamado Kvothe.

Depois de dois sofridos anos na pós-graduação, Patrick voltou como professor à universidade que tinha aprendido a amar como estudante. Durante este tempo, seu livro foi rejeitado rudemente por todos os agentes do universo. Em 2002, um trecho do livro, disfarçado de conto, ganhou o primeiro lugar no concurso “Writers of the Future”. A história, “The Road to Levinshir”, foi publicada no volume 18 da antologia do concurso e o levaram para um workshop de escritores em LA.

Foi neste workshop que Pat conheceu Kevin Anderson e seu agente, Matt Bialer. Eventualmente, Kevin apresentou a Patrick sua amada editora, Betsy Wollheim, presidente da Daw Books.
E foi assim que “O Nome do Vento” nasceu.

Pat continua morando em Wisconsin. Ainda não tem tv a cabo, e os longos invernos o forçam a ficar em casa e escrever. Ele ainda é professor na universidade onde estudou, e atua como conselheiro para os clubes “College Feminists” e “Fencing Club”. Quando não está lendo ou escrevendo, Pat gasta seu tempo jogando video game, organizando simpósios em casa, e brincando de alquimista no porão.
Ele ama o mundo e os personagens que criou, e ama o fato de que as pessoas têm a chance de conhecê-los.

A Crônica do Matador do Rei

A série se retrata a biografia do famoso músico, mago e aventureiro chamado Kvothe. Após ganhar notoriedade ainda jovem, ele desaparece da vida pública e é eventualmente rastreado até a hospedaria Marco do Percurso por Devan Lochees, que é conhecido como “o Cronista”. O Cronista o convence à contar a história de sua vida o que, segundo Kvothe, levará três dias. Entretanto a história de Kvothe é frequentemente interrompida por interlúdios ambientados no “dia atual” da história, durante os quais se torna claro que os faerie, conhecidos pelos locais como demônios, estão aparecendo com frequencia incomum. Ao mesmo tempo, o amigo e aprendiz de Kvothe, Bast, não quer deixar que o Cronista registre tudo o que está sendo narrado. Fica implícito que Kvothe não é um narrador confiável.
A história, portanto, possui dois níveis: Kvothe conta a história da sua vida através de narrativa em primeira pessoa, ao mesmo tempo ocorrem eventos no “tempo presente” que indicam que sua história não está completa. Os três livros são apenas divisões na mesma narrativa, nenhum deles ficando isolados na história.

Livros publicados:
O Nome do Vento – Dia Um
O Temor do Sábio – Dia Dois

Especula-se que o terceiro livro irá se chamar “The Doors of Stone”.

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Fonte: http://www.patrickrothfuss.com/

Stieg Larsson

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Karl Stig-Erland “Stieg” Larsson (15 de agosto de 1954 – 9 de novembro de 2004) era um jornalista e escritor sueco. Ele é mais conhecido por ter escrito a série policial Millennium, que foi publicada postumamente. Larsson viveu e trabalhou em Etocolmo durante a maior parte de sua vida, na área de jornalismo e como pesquisador independente da extrema direita.

Seu primeiro nome era, originalmente, Stig, grafia mais comum do nome. Mas, aos 20 e poucos anos, mudou para Stieg para não ser confundido com seu amigo Stig Larsson, que se tornou um autor famoso bem antes de Stieg. A pronúncia é a mesma, embora as grafias sejam diferentes.

Primeiros anos

Stieg Larsson nasceu em Skelleftehamn, onde seu pai e seu avô materno trabalhavam em um smelter (tipo de metalúrgica). A família se mudou para Estocolmo depois que seu pai teve que largar o emprego na metalúrgica por estar sofrendo de envenenamento por arsênico, mas, devido à má condição financeira, deixaram o garoto de um ano de idade com os avós, em uma vila de Bjursele. Stieg viveu lá até os nove anos de idade, em uma pequena casa de madeira que ele amava. Ele frequentava a escola local e usava esquis para ir e voltar das aulas todo dia.

Ele foi morar com seus pais depois que seu avô, Severin Boström, morreu de ataque cardíaco aos 50 anos de idade, em uma cidade chamada Umeå, embora o clima urbano não o agradasse muito. Sua mãe Vivianne também morreu cedo, em 1991, devido a complicações de um câncer de mama e um aneurisma.

Ficção Científica

A primeira tentativa literária de Larsson não foi no estilo policial, mas em ficção científica. Ávido leitor de sci-fi, se tornou ativo no fandom por volta de 1971, co-editou uma fanzine com Rune Forsgren, em 1972, e foi a uma convenção de ficção científica em Estocolmo. Durante a década de 70, Larsson publicou cerca de 30 artigos em fanzines. Era co-editor ou editor de várias dessas revistas e, nas primeiras, publicou vários contos enquanto mandava outros para revistas semi-profficionais ou amadoras. Entre 1978 e ’79, presidiu o maior fã-clube de ficção científica da Suécia, Skandinavisk Förening för Science Fiction (SFSF).

Política

Larsson estava politicamente envolvido com a Kommunistiska Arbetareförbundet (Liga Comunista de Trabalhadores) enquanto trabalhava como fotógrafo. No campo da política, era editor do jornal Fjärde internationalen e escrevia regularmente para o semanário Internationalen. Suas convicções políticas, assim como suas experiências jornalísticas, levaram-no a encontrar a “Fundação Expo Sueca”, fundada para “neutralizar o crescimento da extram direita e a cultura do poder branco em escolas e entre os jovens”. Ele também se tornou editor da revista da fundação, Expo, em 1995.

Quando não estava em seu emprego formal, Stieg trabalhava em pesquisas independentes sobre a extrema direita na Suécia. Em 1991, essas pesquisas resultaram em seu primeiro livro, Extremhögern (Extrema Direita). Larsson se tornou rapidamente um colaborador inportante na documentação e exposição de organizações racistas e de extrema direita. Ele era um influente orador e estudioso do assunto, vivendo por anos sob ameaça de morte de seus inimigos políticos. O partido político Sverigedemokraterna (Democratas Suecos) era um alvo constante de suas pesquisas.

Romances

Quando Larsson morreu, descobriu-se que ele havia deixado manuscritos de três romances completos mas não publicados, escritos como uma série. Ele os escreveu para deleite próprio, depois de voltar para casa à noite, e não tentou publicá-los até pouco tempo antes de sua morte.

O primeiro volume foi publicado na Suécia em 2005, sob o título Män som hatar kvinnor (literalmente, Homens que odeiam mulheres) e recebeu o prêmio Glass Key de melhor romance policial nórdico no mesmo ano. O segundo volume, Flickan som lekte med elden (A garota que brincava com fogo), recebeu o prêmio de Melhor Romance Policial Sueco em 2006. O terceiro volume, Luftslottet som sprängdes (literalmente, O castelo de ar que foi destruído), foi publicada em 2007 na Suécia.

Larsson deixou cerca de três quartos de um quarto livro em um notebook que está com sua parceira, Eva Gabrielsson; é provável que também existam sinopses ou manuscritos dos volumes cinco e seis da série, cujo plano era que contesse dez volumes. Gabrielsson já declarou que é capaz de terminar os livros.

A produtora sueca Yellow Bird filmou a versão cinematográfica da série Millennium, co-produzida pela cia dinamarquesa Nordisk Films, que foi lançada em 2009.

Morte e consequências

Larsson faleceu no dia 9 de novembro de 2009 em Estocolmo, com 50 anos de idade, de um ataque cardíaco depois de subir sete andares de escada porque o elevador não estava funcionando. Há rumores de que sua morte foi premeditada, por causa das ameaças de morte que recebia como editor da Expo, mas foram negados por Eva Gedin, sua editora.

Em maio de 2008, foi anunciado que um testamento de 1977, encontrado depois da morte de Larsson, declarava seu desejo de deixar seus espólios para a filial de Umeå da Liga Comunista de Trabalhadores (hoje Partido Socialista). Como o testamento não tinha testemunhas, não era válido peranta as leis suecas, resultando que todas as posses de Larsson, incluindo os loyalties dos livros, passaram para seu pai e seu irmão.

Sua parceira de longa data, Eva Gabrielsson, que achou o testamento, não tem direito legal à herança, gerando controvésias entre ela e o pai e o irmão de Larsson. Stieg e Eva nunca se casaram porque, de acordo com a lei sueca, os noivos devem tornar público, na ocasião do casamento, seu endereço. Isso era um risco muito grande. Devido às denúncias de grupos extremistas e às ameaças de morte recebidas, o casal procurou e conseguiu o direito de manter seus endereços, dados pessoais e números de identidades fora dos registros públicos, para tornar mais difícil encontrá-los. Este tipo de “proteção de identidade” fazia parte da trabalho de Larsson como jornalista e seria complicado mantê-lo se os dois tivessem se casado ou registrado a união.

Uma artigo na revista Vanity Fair discute a disputa entre Gabrielsson e os parentes de Larsson. Ela afirma que o autor tinha pouco contato com seus familiares e pede o direito de controlar seu trabalho para que ele seja apresentado do jeito que Stieg queria.

Influências

Em seus trabalhos escritos, assim como em suas entrevistas, Larsson reconheceu que um número significante de suas infuências literárias são de autores americanos ou britânicos de ficção policial. Em seu trabalho, ele tem o hábito de inserir no texto alguns de seus favoritos, às vezes fazendo com que seus personagens leiam seus autores preferidos.

Uma de suas maiores influências é de seu próprio país: Píppi Meialonga, da autora infantil Astrid Lindgren. Larsson explicou que uma de suas personagens principais na série Millennium, Lisbeth Salander, é uma versão adulta de Píppi. Outra conexão com o trabalho de Astrid é o outro personagem principal, Mikael Blomkvist, é frequentemente chamado de “Kalle Blomkvist”, nome de um detetive adolescente criado por Lindgren.

Quando Larsson tinha 15 anos, testemunhou o estupro de uma garota por uma gangue, o que levou a sua eterna aversão por violência e abuso contra mulheres. Eva Gabrielsson escreveu que este incidente o marcou para a vida toda e descreve Stieg como feminista. O autor nunca se perdoou por não ter conseguido ajudar a moça, e isso inspirou os temas de violência sexual contra mulheres em seus livros. De acordo com Eva, a trilogia Millennium permitiu que Larsson expressasse uma visão do mundo que ele nunca pode esclarecer como jornalista. Ela descreve como as narrativas fundamentais desses três livros são retratos ficcionais de uma Suécia que poucas pessoas conhecem, um lugar onde a supremacia branca encontrou pode se expressar em qualquer aspecto da vida contemporânea e anti-extremistas vivem com medo constante de serem atacados. “Todos os eventos desta natureza descritos na trologia Millennium aconteceu em algum momento com algum cidadão, jornalista, político, ministro, sindicalista ou policial sueco” Eva escreve. “Nada foi inventado.”

Bibliografia

Livros não-ficcionais:
- Stieg Larsson, Anna-Lena Lodenius: Extremhögern, Stockholm, 1991
- Stieg Larsson, Mikael Ekman: Sverigedemokraterna: den nationella rörelsen, Stockholm, 2001
- Stieg Larsson, Cecilia Englund: Debatten om hedersmord: feminism eller rasism, Stockholm, 2004
- Richard Slätt, Maria Blomquist, Stieg Larsson, David Lagerlöf m.fl.: Sverigedemokraterna från insidan, 2004

Romances:

The Millennium series:
Män som hatar kvinnor (“homens que odiavam mulheres”), 2005.
Flickan som lekte med elden (“garota que brincava com fogo”), 2006.
Luftslottet som sprängdes (“o castelo de ar que foi destruído”), 2007. ["castelo de ar" parece ser uma expressão sueca para fantasia, farsa]

Periódicos editados:

Fanzines de ficção científica:
Sfären (com Rune Forsgren), 4 issues, 1972–1973
FIJAGH! (com Rune Forsgren), 9 issues, 1974–1977
Långfredagsnatt, 5 issues, annual 1973–1976, final issue 1983
Memorafiac, 2 issues, circa 1978
Fanac (com Eva Gabrielsson), 7 issues (numbered 97–103), 1979–1980
The Magic Fan (com Eva Gabrielsson), 2 issues, 1980

Outras:
Svartvitt med Expo, 1999–2002
Expo, 2002–2004

2011: um ano de mudanças

3 Comentários

Sim, empolguei nos posts. Na verdade queria ter escrito este post no final de dezembro, mas me faltou tempo e inspiração, coisas que estão sobrando agora (qualquer coisa para adiar uma faxina hahaha)

2011 foi um ano que começou com dúvidas: fazer mestrado ou trabalhar. Fiquei com a opção mais cômoda e comecei o mestrado. B-O-R-I-N-G. Eu já estava com preguiça de estudar desde 2010, tanto que fiquei um ano a mais na graduação por causa disso, mas continuar morando em Campinas e indo pra Unicamp todo dia já era rotina, e a preguiça de mudar venceu. E eu foi vencida pelo sono nas aulas de Probabilidade. E não conseguia assimilar a lógica na hora de demonstrar teoremas. E não tinha ânimo pra estudar. E não tinha bolsa de estudos. E veio um problema amoroso que foi a gota d’água. E, no comecinho de maio, liguei pros meus pais e falei que não queria mais fazer mestrado.

No dia 16 de maio comecei a trabalhar na Ipsos, na BU Loyalty, na Zona Leste de São Paulo. Fiquei duas semanas em hotel até aprovarem meu pai como fiador e darem as chaves do quarto-sala-cozinha que aluguei. Mudança radical.

Mesmo tendo sido uma coisa impulsiva, arrumar um emprego e vir pra São Paulo foi a melhor coisa que fiz ano passado. Primeiro porque me deu ânimo novo. Segundo porque eu conheço muita gente que mora aqui, graças ao Fórum Valinor, então eu só fico em casa à toa se quiser.

Enfim, estou muito feliz com o rumo que minha vida tomou. Que 2012 seja um ótimo ano para mim e para as pessoas com quem me importo =D

Alexandre Dumas, père

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Na parte de Literatura do Fórum Valinor, existe um projeto chamado Autor da Semana, onde os usuários indicam um autor de sua preferência e uma enquete decide qual será o da semana. O usuário que indicou o autor é responsável por abrir um tópico sobre o mesmo. Eventualmente, o autor que eu indico é escolhido.

Alexandre Dumas, pai (Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 — Puys, 5 de dezembro de 1870) foi um romancista francês. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.

Enquanto trabalhava em Paris, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida sua primeira peça, Henrique III e sua Corte, alcançando sucesso de público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade. Como resultado, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque d’Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.

Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a se industrializar e, com uma economia em crescimento combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas.

Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a se dedicar aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances seriados, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance. Intitulada “O Capitão Paulo” (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.

Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter seus casos com outras mulheres, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas, pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).

Alexandre Dumas, pai, escreveu romances e crônicas históricas com muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.

Seu trabalho como escritor lhe rendeu muito dinheiro, porém Dumas vivia endividado por conta de seu alto gasto com mulheres e de seu estilo de vida. O grande e dispendioso château que construiu estava constantemente cheio de pessoas estranhas que se aproveitavam de sua generosidade. Com a deposição do rei Luís Filipe após uma revolta, não foi visto com bons olhos pelo presidente recém-eleito, Napoleão III, e em 1851 Dumas teve que ir embora para Bruxelas para fugir de seus credores. Dali viajou à Rússia, onde o francês era a segunda língua falada e suas novelas também eram muito populares.

Dumas passou dois anos na Rússia antes de se mudar em busca de aventuras e inspiração para mais histórias. Em março de 1861, o reino da Itália foi proclamado, com Vítor Emanuel II como rei. Nos três anos seguintes, Alexandre Dumas se envolveria na luta pela unificação da Itália, retornando a Paris em 1864.

Apesar do sucesso e das ligações aristocráticas de Alexandre Dumas, sua vida sempre foi marcada por ser mulato. Em 1843, escreveu uma curta novela intitulada Georges, que chamava atenção para alguns aspectos raciais e para os efeitos do colonialismo. Apesar disso, atitudes racistas contrárias à sua posição legítima na história da França ainda bem depois de sua morte, 5 de dezembro de 1870.

Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.

Em seu discurso, o presidente Chirac disse: “Contigo, nós fomos D’Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos — contigo, nós sonhamos.” Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.

A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. Suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.

A casa de Alexandre Dumas fora de Paris, o Château Monte Cristo, foi restaurada e está aberta ao público.

Obras

  • La Chasse et l’Amour (teatro), 1825
  • La Noce et l’Enterrement (teatro), 1826
  • Henri III et sa cour (teatro), 1829
  • Christine, ou Stockholm, Fontainebleau et Rome (teatro), 1830
  • Napoléon Bonaparte ou Trente Ans de l’Histoire de France (teatro), 1831
  • Antony (teatro), 1831
  • Charles VII chez ses grands vassaux (teatro), 1831
  • Teresa (teatro), 1831
  • La Tour de Nesle (teatro), 1832
  • Souvenirs d’Anthony, 1835
  • Chroniques de France: Isabel de Bavière, 1835
  • Kean (teatro), 1836
  • Caligula (teatro), 1837
  • Mademoiselle de Belle-Isle (teatro), 1837
  • Acté, 1837
  • La Salle d’armes / Pauline, (romance), 1838
  • Le Capitaine Paul, 1838
  • Le Capitaine Pamphile, 1839
  • La Comtesse de Salisbury, 1839
  • Crimes célèbres, 1839-1841
  • Napoléon, 1840
  • Othon, l’archer, 1840
  • Les Stuarts, 1840
  • Maître Adam le calabrais, 1840
  • Le Maître d’armes, 1840-1841
  • Praxède, 1841
  • Aventures de Lydéric, grand-forestier de Flandre, 1841
  • Nouvelles Impressions de voyage (Midi de la France), 1841
  • Excursions sur les bords du Rhin, 1841
  • Souvenirs de voyage: Une année à Florence , 1841
  • Un mariage sous Louis XV (teatro), 1841
  • Jeanne la pucelle, 1429-1431, 1842
  • Le Speronare, 1842
  • Le Capitaine Arena , 1842
  • Le Chevalier d’Harmental, 1842
  • Le Corricolo, 1843
  • Des demoiselles de Saint-Cyr (teatro), 1843
  • Filles, Lorettes et Courtisanes, 1843
  • Georges, 1843
  • L’Orfèvre du roi, ou Ascanio, 1843
  • Sylvandire, 1844
  • Fernande, 1844
  • Les Trois Mousquetaires, 1844
  • Le Château d’Eppstein, 1844
  • Cécile, 1844
  • Gabriel Lambert, 1844
  • Louis XIV et son siècle, 1844
  • Nombreux contes dont Histoire d’un casse-noisette, Le roi des taupes et sa fille, La bouillie de la comtesse Berthe, etc… 1844
  • Vingt ans après, 1845
  • La Guerre des femmes, 1845
  • Le Comte de Monte-Cristo, 1845 – 1846
  • Une fille du régent, 1845
  • La Reine Margot, 1845
  • Les Médicis, 1845
  • Les Frères corses, 1845
  • Le Chevalier de Maison-Rouge, 1845-1846
  • La Dame de Monsoreau, 1846
  • Le Bâtard de Mauléon, 1846
  • Joseph Balsamo, 1846
  • Les Deux Diane, 1846
  • Impressions de voyage: De Paris à Cadix, 1847
  • Les Quarante-Cinq, 1847
  • Catilina, 1848
  • Le Vicomte de Bragelonne ou l’Homme au masque de fer, 1848
  • Les Mille et Un Fantômes, 1849
  • Le Collier de la reine, 1849
  • La Femme au collier de velours, 1850
  • La Tulipe noire, 1850
  • Le Trou de l’enfer, 1850
  • La Colombe, 1850
  • Montevideo ou Une nouvelle Troie, 1850
  • Le Drame de quatre-vingt-treize, 1851
  • Impressions de voyage: Suisse, 1851
  • Ange Pitou, 1851
  • Olympe de Clèves, 1851
  • Conscience l’innocent, 1852
  • Histoire de la vie politique et privée de Louis-Philippe, 1852
  • La Maison de Savoie, depuis 1555 jusqu’à 1850, 4 vol., 1852-1856.
    - Tome 1: Emmanuel Philibert (1852)
    - Tome 2: Léone-Léona (1853)
    - Tome 3: Mémoires de Jeanne d’Albert de Luynes, comtesse de Verrue, surnommée la Dame de Volupté (1855)
    - Tome 4: De Victor Amédée III à Charles Albert (1856)
  • La Comtesse de Charny, 1853
  • Le Pasteur d’Ashbourne, 1853
  • Isaac Laquedem, 1853
  • Les Drames de la mer, 1853
  • Ingénue, 1853
  • La Jeunesse de Pierrot, 1854
  • Une vie d’artiste, 1854
  • Catherine Blum, 1854
  • Saphir, 1854
  • Vie et Aventures de la princesse de Monaco, 1854
  • Les Mohicans de Paris, 1854-1855
  • Souvenirs de 1830 à 1842, 1854
  • La Jeunesse de Louis XIV (teatro), 1854
  • La Dernière Année de Marie Dorval, 1855
  • Marie Giovanni, journal d’une parisienne, 1855
  • Le Gentilhomme de la Montagne (El Salteador), 1855
  • Le Page du duc de Savoie, 1855
  • Les Grands Hommes en robe de chambre: César, Henri IV, Richelieu, 1855 –1856
  • Madame du Deffand, 1856
  • Les Compagnons de Jéhu, 1856
  • Les Crimes célèbres, 1856
  • Le Fils de la nuit ou Le Pirate (teatro), 1856
  • L’Homme aux contes, 1857
  • Charles le Téméraire, 1857
  • Le Meneur de loups, 1857
  • La Dame de volupté, 1857
  • Les Louves de Machecoul, 1858
  • De Paris à Astrakan, 1859
  • Jane, 1859
  • Histoire d’un cabanon et d’un chalet, 1859
  • La Maison de glace, 1860
  • La Route de Varennes, 1860
  • Mémoires de Garibaldi, 1860
  • Une aventure d’amour, 1860
  • Le Père Gigogne, contes pour les enfants, 1860
  • La Marquise d’Escoman, 1860
  • Une nuit à Florence sous Alexandre de Médicis, 1861
  • Les morts vont vite, 1861
  • Bric-à-brac, 2 vol. 1861
  • La Princesse Flora, 1863
  • La San Felice, 1863
  • La Boule de neige, 1863
  • La Dame de volupté ou Mémoires de Jeanne d’Albert de Luynes, 1863
  • Les Deux Reines, 1864
  • Lady Hamilton, 1865
  • Le Fils du forçat, 1865
  • Les Blancs et les Bleus, 1867
  • Les Hommes de fer, 1867
  • La Terreur prussienne, souvenirs dramatiques, 1868

Publicações póstumas:

  • Ali Pacha, 1862
  • Création et Rédemption, 1863
  • La Fille du marquis, 1863
  • Le Prince des voleurs, 1863
  • Robin Hood le proscrit, 1863
  • L’Île de feu, 1863
  • Le Comte de Moret, 1865
  • Le Chevalier de Sainte-Hermine, 1869
  • Grand Dictionnaire de cuisine, 1873