Zeza (26/11/2001 ~ 25/06/2017)

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Meu irmão sempre quis um cachorro “salsicha”. Minha mãe incubiu minha tia (a mesma que conseguiu a Currila) de conseguir uma fêmea. Minha tia encontrou uma senhora que tinha vários dachshund lá no Barro Preto (bairro da zona rural) e vendia filhotes. Mas, como o marido dessa tia era desse bairro, minha tia conseguiu dois filhotes de graça, uma fêmea pro meu irmão e um macho que ficou com ela mesmo.

Então, em janeiro de 2002, chegou lá em casa uma coisinha com as patas curtas e com mais orelha que cabeça. A data de nascimento que no informaram foi essa aí do título e é precisa o suficiente.

Zeza adotou minha mãe como defensora imediatamente, mesmo que tenha comido as orquídeas depois e mamãe quase a mandou embora por isso. Desde cedo só escutava o que queria, fingindo que não estávamos vendo que ela tava comendo o tapete de crochê. Ela destruiu muitos tapetes.

Tinha aqueles olhos pidões que amolecem qualquer coração. O que significa que sempre ganhava comida de humano além da ração. Foi uma cachorra obesa. Atendia por Gorda.

Teve gravidez psicológica e adotou um ursinho de pelúcia. Não deixava a Currila chegar perto do urso. Adorava roupas e acessórios e fazia pose pra fotos. Extremamente ciumenta. Não podíamos sair de casa só com a Currila porque Zeza começava a gritar como se estivesse morrendo. Não gostava de crianças porque minha mãe adora crianças mas ninguém pode receber mais atenção que a Zeza.

O diagnóstico foi arteriosclerose e uma provável dificuldade de oxigenação do cérebro que causava convulsões, no começo espaçadas, no fim, várias por dia.

Foi em paz, confortada por sua grande paixão, minha mãe.

Descanse em paz, Zezinha

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Velha pra cachorro!

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No último post, coloquei que a Currila tinha nascido em dezembro de 2000, mas essa era só uma estimativa meia-boca porque não sabíamos a idade verdadeira dela quando a adotamos. Mas agora meu irmão pesquisou algumas coisas e tudo indica que nossa loirinha era mais velha!

Nós a recebemos em julho de 2001, com todos os dentes já trocados e desenvolvidos e tendo tido pelo menos um cio. Em outubro do mesmo ano ela entrou no cio de novo e emprenhou do cachorro mais feio da rua, os 4 filhotes nasceram nos dias 28 e 29 de dezembro.

As pesquisas do meu irmão dizem que, em geral, cachorros só terminam de trocar os dentes aos 8 meses, e é também por volta desta idade que as fêmeas entram no cio pela primeira vez. Bom, a Zeza nasceu em novembro de 2001 e na Páscoa de 2002 estava com dentões de coelho, os primeiros a trocar, e o primeiro cio dela já foi sincronizado com a Currila, mais pro final de 2002 porque já tínhamos mudado de casa.

Anyway, meu irmão acha que a Currila engravidou no terceiro cio, pois parece que é neste ponto que o aparelho reprodutor feminino da cadela está totalmente desenvolvido, mas eu acho que pode ter sido no segundo cio. Como os cios caninos ocorrem a cada 6 meses, isso significa que a Currila tinha entre 1 ano e 1 ano e meio quando chegou lá em casa. Ou seja, ela nasceu, aproximadamente, no primeiro semestre de 1999. E morreu com mais de 15 anos de idade!

Currila (Dez-2000 ~ Out-2014)

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Loirinha dos olhos verdes, foi anunciada no rádio e cidade inteira ficou sabendo que ela seria “do sobrinho que estava vindo de Limeira”. Chegou com os ouvidos inflamados, mas muita energia pra gastar.

Fazia xixi dentro de casa sempre que tinha uma oportunidade. Carregava os tapetes menores e deixava na chuva. Comeu 1 real, comeu bombril, comeu bexiga, comeu taturana queimada, engoliu cigarra sem mastigar, matou um morcego. Roubou uma batata pra brincar. Derrubou a lixeira que tinha restos de costela de porco e enterrou vários ossos pra mais tarde. Fugiu de casa e emprenhou do cachorro mais feio da rua. Teve 4 filhotes, mas 1 nasceu morto e nenhum dos outros 3 viveu mais do que poucos anos.

Tinha personalidade de gato. Independente. Carinhos e brincadeiras só na hora que ela queria, não na hora que você queria. Dormia o dia inteiro, caçava baratas e latia a noite inteira. Era alfa. Vigiava a comida pra Zeza não comer, mas não comeu na tarde que levamos a Zeza pra castrar.

Achávamos que ela viveria mais, porque a Zeza sempre foi mais sensível e suscetível a doenças. Estávamos errados.

Descanse em paz.

Descanse em paz, Currilinha

Duas cachorras e uma gata

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Faz tanto tempo que não escrevo nada aqui que nem sei como começar ><

Bom, minha família (teoricamente, meu irmão), lá em Caconde, tem duas cachorras: Currila, adotada em julho de 2001 com cerca de 6 meses de idade; e Zeza, adotada em fevereiro de 2002 com 2 meses e meio de idade. Aí ano passado eu adotei uma gata, a Emily, e isso ta registrado aqui no blog =P

Mas se as cachorras tão em Caconde e você adotou a gata em Niterói, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Tem a ver que no último Natal levei Emily pra Caconde comigo pra passar uma semana lá e este ano ela ficou lá durante os meses de abril e maio porque eu tirei férias e viajei. E há pouco mais de 2 semanas ela foi morar com meus pais definitivamente.

Não foi uma decisão fácil, mas eu deixei um apartamento de 2 quartos, com uns 70m² em Niterói), pra morar em um conjugado de 22m² (em Copacabana). E eu conheço a Emily. Ela curtiu bastante o 1 mês e meio que passou lá em Caconde nas minhas férias, adora ter espaço pra correr e brincar e, principalmente, não gosta de ficar sozinha (mas não aceitou outro gato ¬¬). Enfim, tirando as “reclamações” de que eu perdi a gata e minha mãe perdeu o marido (ela prefere meu pai, fazer o que?), Emily ta super feliz (meus pais e meu irmão também, já que eles estavam secretamente torcendo pra que eu alugasse um lugar pequeno demais pra gata, hunf)!

Agora, as cachorras.

Currila, a alpha, está bastante doente, a ponto de a veterinária mandar uma conhecida perguntar se ela já morreu (hahanão). Já tiramos um tumor bem grande dela em 2012, benigno, mas já tem quase 1 ano que estão aparecendo mais tumores externos e ínguas. Os tumores parecem machucados que não saram e sangram pra caramba quando a Currila esbarra em algum lugar. Este mês ela começou a tomar remédio pra dor e antibiótico e ta fazendo tudo normalmente (comer, latir, xixi e cocô). De qualquer maneira, é só uma questão de tempo até ficarmos sem ela =/

Zeza é a coisa mais ciumenta do mundo, tirar só a Currila de casa pra levar ao veterinário é um parto, porque a Zeza começa a chorar como se estivesse apanhando (o jeito é enganar a Zeza, sorte que sempre foi comum a Currila ficar presa na garagem por engano hehe). Nosso maior medo é a Zeza não superar a morte da Currila…

E aí veio a Emily, e ela não gostou nem um pouco das cachorras, era fuzz pra todo lado. O curioso é que ela quase não fazia fuzz pra Currila e só dava patada na Zeza. Isso que a maior felicidade da Currila é entrar em casa e comer a comida da gata. Fora isso nossa velhinha não tava nem aí pra gata. Zeza ficou incomodada tbm e revidada os fuzz com rosnados e tentativas de mordidas.

Esta semana as coisas ficaram mais calmas entre Zeza e Emily, que só rosnam uma pra outra e não se agridem mais. Mas o que a gente não consegue explicar é por que Currila e Emily se ignoram? Será que é porque a Currila é alpha? Será que é porque a Currila ta velha e doente e Emily percebeu isso? Será que ela só encrencou com a Zeza porque a Zeza é ciumenta? Será que é porque a Currila é um tico menor que a Emily e a Zeza é uma salsichona gorda? Não sei… Só sei que ontem Emily chegou perto da comida das cachorras e Currila saiu latindo e correndo atrás dela e a gata correu pra dentro de casa sem revidar!

Mala de enxoval

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Depois de quase um ano da morte do meu avô, meu tio, que ficou morando no sítio, avisou os irmãos que, se eles quisessem alguma coisa que era dos meus avós, eles poderiam pegar. Daí que minha mãe lembrou que estava lá a primeira cama de solteiro que ela comprou pro meu irmão, cama de cerejeira, e resolveu pegá-la pra mim. Entre a decisão de pegar a cama e ir buscá-la de fato, um bom tempo se passou, e minha mãe e eu decidimos que a mala de enxoval que era da minha avó também me seria muito últil.

Anyway, ganhei uma cama e uma mala de enxoval, que foram devidamente lixadas e envernizadas, e meu quarto ficou assim:

Enquanto envernizávamos a mala, meu irmão e eu tivemos a idéia de forrá-la por dentro com papel de parede. Mas papel de parede é caro, então ficamos com uma opção mais barata: con-tact. Meu irmão falou que preto com estrelinhas ia ficar legal (e ia mesmo), mas com estrelinhas, no catálogo, só tinha azul, laranja, rosa e verde. Na prática, as cores disponíveis eram rosa e verde. Óbvio que escolhi verde.

Ontem foi o dia de colocar mãos à obra (clique na imagem para ampliar):

Antes

Durante

Depois