Duas cachorras e uma gata

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Faz tanto tempo que não escrevo nada aqui que nem sei como começar ><

Bom, minha família (teoricamente, meu irmão), lá em Caconde, tem duas cachorras: Currila, adotada em julho de 2001 com cerca de 6 meses de idade; e Zeza, adotada em fevereiro de 2002 com 2 meses e meio de idade. Aí ano passado eu adotei uma gata, a Emily, e isso ta registrado aqui no blog =P

Mas se as cachorras tão em Caconde e você adotou a gata em Niterói, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Tem a ver que no último Natal levei Emily pra Caconde comigo pra passar uma semana lá e este ano ela ficou lá durante os meses de abril e maio porque eu tirei férias e viajei. E há pouco mais de 2 semanas ela foi morar com meus pais definitivamente.

Não foi uma decisão fácil, mas eu deixei um apartamento de 2 quartos, com uns 70m² em Niterói), pra morar em um conjugado de 22m² (em Copacabana). E eu conheço a Emily. Ela curtiu bastante o 1 mês e meio que passou lá em Caconde nas minhas férias, adora ter espaço pra correr e brincar e, principalmente, não gosta de ficar sozinha (mas não aceitou outro gato ¬¬). Enfim, tirando as “reclamações” de que eu perdi a gata e minha mãe perdeu o marido (ela prefere meu pai, fazer o que?), Emily ta super feliz (meus pais e meu irmão também, já que eles estavam secretamente torcendo pra que eu alugasse um lugar pequeno demais pra gata, hunf)!

Agora, as cachorras.

Currila, a alpha, está bastante doente, a ponto de a veterinária mandar uma conhecida perguntar se ela já morreu (hahanão). Já tiramos um tumor bem grande dela em 2012, benigno, mas já tem quase 1 ano que estão aparecendo mais tumores externos e ínguas. Os tumores parecem machucados que não saram e sangram pra caramba quando a Currila esbarra em algum lugar. Este mês ela começou a tomar remédio pra dor e antibiótico e ta fazendo tudo normalmente (comer, latir, xixi e cocô). De qualquer maneira, é só uma questão de tempo até ficarmos sem ela =/

Zeza é a coisa mais ciumenta do mundo, tirar só a Currila de casa pra levar ao veterinário é um parto, porque a Zeza começa a chorar como se estivesse apanhando (o jeito é enganar a Zeza, sorte que sempre foi comum a Currila ficar presa na garagem por engano hehe). Nosso maior medo é a Zeza não superar a morte da Currila…

E aí veio a Emily, e ela não gostou nem um pouco das cachorras, era fuzz pra todo lado. O curioso é que ela quase não fazia fuzz pra Currila e só dava patada na Zeza. Isso que a maior felicidade da Currila é entrar em casa e comer a comida da gata. Fora isso nossa velhinha não tava nem aí pra gata. Zeza ficou incomodada tbm e revidada os fuzz com rosnados e tentativas de mordidas.

Esta semana as coisas ficaram mais calmas entre Zeza e Emily, que só rosnam uma pra outra e não se agridem mais. Mas o que a gente não consegue explicar é por que Currila e Emily se ignoram? Será que é porque a Currila é alpha? Será que é porque a Currila ta velha e doente e Emily percebeu isso? Será que ela só encrencou com a Zeza porque a Zeza é ciumenta? Será que é porque a Currila é um tico menor que a Emily e a Zeza é uma salsichona gorda? Não sei… Só sei que ontem Emily chegou perto da comida das cachorras e Currila saiu latindo e correndo atrás dela e a gata correu pra dentro de casa sem revidar!

Emily

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Um mês atrás, no dia 6 de outubro, um domingo, tirei uma gata da rua e a adotei.

Ela já estava perdida ali na rua há mais ou menos 2 semanas e estava aparentemente grávida. Botei pra dentro, dei banho, comprei comida, caixa de areia e areia para gatos, ela estava morrendo de sede. Na hora de escolhermos um nome, levei em consideração que Vanessa disse que os gatos têm o diabo no corpo e sugeri Emily, em homenagem à personagem da série Revenge xD

No dia seguinte, marquei uma consulta com a veterinária que tem perto de casa, Dra M Ela confirmou a gravidez, disse que o parto seria em mais ou menos 10 dias e estimou que a gata tinha 7 meses de idade. Receitou vitamina e ração de qualidade e falou que vacinas e vermífugo seriam administrados após o parto.

A primeira semana foi meio tensa. Além de ser contagem regressiva para o parto, Emily ainda tava sofrendo os efeitos de viver na rua (cocô mole e fedido e gases) e demoramos um pouco pra conseguir uma areia sanitária decente.

De qualquer maneira, no sábado ela estava enorme e cheia de leite e concluímos que a hora do parto estava próxima. Mas domingo de manhã eu a encontrei mais magra e praticamente sem leite, e não havia nenhum sinal de parto em nenhum local da casa!! Na segunda-feira, chamei a Dra M de novo e ela perguntou se eu troquei de gata (!!). Vanessa e eu formulamos duas teorias: (a) ela pariu e comeu o(s) filhote(s); (b) a gravidez foi psicológica e a veterinária se enganou na primeira consulta.

Na segunda semana, Emily começou a ficar mais brincalhona e a se interessar pelos brinquedos que eu já tinha comprado (uma bolinha e um arranhador). Também resolveu que não queria mais dormir sozinha e ficava arranhando as portas dos quartos até eu desistir e deixá-la entrar, já que não conseguia dormir com o barulho dela. Colocamos telas nas janelas.

No segundo sábado desde a adoção, levamos Emily pra tomar vacina e a Dra M disse que ela tinha 3 meses!! Veterinária louca o.O
Passamos o dia fora (Isabella veio nos visitar) e, quando voltamos pra casa, encontramos uma gata no cio /o\ (várias fontes internéticas dizem que quando uma gata é separada dos filhotes logo após o parto, o cio começa 1 semana depois)
O cio durou 13 dias.

A partir do momento em que a gravidez acabou, comecei a busca por um meio de castrá-la. A Dra M recomendou um tal Dr. D, mas uma colega minha de pilates falou que ele não é bom e recomendou uma Dra G, que é especialista em gatos, cobra 150 reais pela cirurgia, mas fica lá na pqp em Alcântara (São Gonçalo). Guardei os contatos da Dra G e continuei procurando.

Encontrei o Hospital Veterinário da UFF. A consulta lá custa 40 reais e é por ordem de chegada. Para castrar é necessário fazer vários exames e no final você recebe um orçamento para a cirurgia. Uma atendente mais grossa falou que fica em 280 reais mais os exames. Ok.

Cavucando bastante, descobri que a Prefeitura de Niterói castra de graça. Cavuquei mais um pouco e descobri um número de telefone para o Centro de Controle de Zoonoses de Niterói. Liguei e descobri que ta tudo lotado até o final do ano mas vão abrir novas inscrições em dezembro pra agendar pro ano que vem. Difícil, hein?

Enfim, em um site de uma ONG que resgata animais, descobri que a Prefeitura do Rio faz esterilização de graça. E melhor: toda sexta-feira eles marcam um horário pra próxima semana! O único problema é que apenas moradores do Rio de Janeiro podem usar este serviço, então coloquei meu namorado como dono temporário da Emily xD

A cirurgia é amanhã, espero que dê tudo certo \o/

Primeiro dia em casa

Véspera do “parto”

Olhos maquiados ^^

Dormindo na cama!

CDHP 27

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Baseado no Survey Skills Development Course do Statistics Canada, o Curso de Desenvolvimento de Habilidades em Pesquisa (CDHP) se propõe a fornecer aos participantes uma visão abrangente de todo o processo de planejamento e execução de uma pesquisa domiciliar por amostragem. Partindo de uma demanda específica apresentada por um cliente, os alunos desenvolvem, em curto espaço de tempo, um projeto, executam a pesquisa e apresentam, sob forma de relatório, os resultados da pesquisa realizada em condições reais.

São 6 semanas para fazer uma pesquisa completa. Plano tabular, plano amostral, questionário, programa de entrada de dados, divulgação, coleta de dados, análise de dados, apresentação dos resultados. Geralmente, sãlo 25 alunos divididos em 5 grupos: Tema, Amostra, Questionário, Sistema e Campo. Só que a 27ª edição começou com 22 alunos e terminou com 21 (um dos alunos quebrou o pé). A meta do CDHP é mostrar todas as etapas de uma pesquisa dentro do IBGE, e os grupos, com seus instrutores, espelham quase perfeitamente algumas áreas do Instituto. Digo ‘algumas’ porque o foco foi pesquisa domiciliar e isso é só uma parte de tudo que o IBGE faz.

O curso é cansativo, claro. É muita coisa em pouco tempo. A orientação é que você dê preferência para participar de um grupo com tarefas “desconhecidas” para você. A julgar pelos instrutores, o grupo Tema corresponde à área em que estou no IBGE, portanto este foi pro final da minha lista. De Amostra eu sei toda a teoria. Com Questionário e Sistema não trabalhei diretamente, mas tenho uma noção boa de como funciona. Sobrou o número 1 na minha lista de preferência: Campo.

Tem muito analista por aí que subestima a importância da equipe que coleta dados. O cara fica o dia inteiro na frente do computador fazendo plano tabular e questionário e ignora que certas coisas não funcionam em campo. Por exemplo, não adianta querer saber a renda exata do domicílio; se as pessoas mal respondem a faixa de renda, imagina responder um valor exato! Eu já suspeitava, e agora tenho certeza: a coleta de dados é uma das etapas mais importantes de uma pesquisa e, até na hora de escrever o questionário, você tem que saber qual a melhor forma de redigir uma pergunta, senão o entrevistado pode interpretar errado e responder errado (o treinamento do entrevistador também influencia isto, mas o ideal é não haver margem para outras interpretações).

No CDHP, os instrutores de Campo são cheios de histórias pra contar. Não só histórias de campo (“perdi uma entrevista porque o sujeito estava indo levar a esposa pra maternidade”), mas também histórias de discussões com quem formulou a pesquisa e/ou escreveu o questionário (a questão da renda é sempre polêmica, os analistas querem números exatos, o pessoal de campo sabe que isso é quase impossível, que a taxa de não-resposta vai ser grande demais). Apesar de todo o trabalho, me diverti muito durante essas 6 semanas principalmente por causa dos instrutores e só não falo dos instrutores dos outros grupos porque não tive tanto contato com eles.

Rola uma certa pressão na primeira semana, “nenhum CDHP deu errado até hoje”, mas no final deu tudo certo.

Águas de Março

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Tom Jobim e Elis Regina

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma ponta, é um ponto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Pau, -edra, -fim, -inho,
-esto, -oco, -ouco, -inho,
-aco, -idro, -ida, -ol,
-oite, -orte, -aço, -zol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

~~~~

Porque esta música só faz sentido no Rio de Janeiro =P

Porque eu odeio verão

1 Comentário

Já está fazendo mais de 35ºC no Rio de Janeiro e o verão nem começou direito.
O carpete do local de trabalho é péssimo pra minha rinite e os choques térmicos que sofro ao entrar e sair de lugares com ar condicionado baixam minha resistência.
Dormir com o ventilador ligado piora ainda mais meu quadro de rinite/resfriado. E dormir com calor é dormir mal.
Tomar muito liquido gelado faz com minha garganta fique irritada/inflamada. Ou seja, fico mais doente no verão do que no inverno.

E ainda tem gente que pergunta por que eu prefiro frio…

O Banheiro

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Descobri por acaso. Fui escovar os dentes e havia uma mulher vendendo roupas no banheiro, e o barulho das clientes conversando alto me assustou um pouco. Descobri que não era só uma vendedora, e não vendiam só roupa, mas lingerie e pijamas também. Descobri que elas, as vendedoras, aparecem quase toda semana.

Comecei comprando um sutiã. Depois calcinhas, conjuntos de calcinha e sutiã, camisas, pijamas, blusas, biquini, e até barra de calça mandei fazer.

Hoje experimentei um vestido que ficou tão perfeito que, se eu não comprasse, as outras mulheres iam me bater. E ainda pedi um outro vestido de uma outra cor para o reveillon.

Este banheiro é um perigo!

Cavalleria Rusticana

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Cavalleria Rusticana é uma ópera de um ato só, escrita por Pietro Mascagni. Em 1888, o editor Edoardo Sonzogno anunciou um concurso aberto a todos os jovens compositores italianos que ainda não haviam apresentado uma ópera. Os participantes deveriam escrever uma ópera de um único ato, e as três melhores produções (escolhidas por um juri composto de cinco importantes múcos e críticos) seriam apresentadas em Roma com o patrocínio de Sonzogno. Pietro viu neste concurso a oportinidade de finalmente ser reconhecido como compositor.

Ingresso!

Meu resumo da ópera:
A história começa com Santuzza perguntando a Mamma Lucia onde está o filho desta, Turiddu, noivo daquela. Mamma diz que ele foi comprar vinho numa outra vila. Aí chega Alfio e diz que viu Turiddu perto de sua casa. Mamma acha estranho mas Santuzza não a deixa falar nada. Alfio segue seu caminho.
Passa a procissão de Domingo de Páscoa. Mamma pergunta a Santuzza o que está acontecendo. Santuzza conta que, antes de partir como soldado, Turiddu jurou fidelidade eterna a Lola mas, quando voltou, Lola estava casada com Alfio. Turiddu então se consolou com Santuzza. Mas Lola ficou com inveja da felicidade de Santuzza com Turiddu e seduziu o antigo namorado, partindo o coração de Santa.
Turiddu chega e Santa o coloca contra a parede, acusando-o de traição. Ele desconversa e vai com Lola para a missa.
Alfio, que ainda não tinha encontrado Lola, aparece e Santuzza conta tudo pra ele. Ele jura vingança.
Depois da missa, todos vão festejar. Turiddu oferece vinho para Alfio, mas este recusa dizendo que a bebida pode estar envenenada. Alfio deixa claro que sabe da traição e convoca Turiddu para um duelo. Turiddu se despede da mãe e pede para ela cuidar de Santa.
Santuzza está conversando com Mamma quando alguém chega com a noticia de que Turiddu morreu.

Sou culta, dá licença.

Ah, o Theatro Municipal… lindo lindo lindo!
Foi uma ópera em concerto, ou seja, sem cenários e figurinos, mas com orquestra completa!
Não tenho com o que comparar, então simplesmente amei a orquestra e o coral do Theatro Municipal. Lola foi maravilhosa. Turiddu, Mamma e Alfio, ótimos. Uma mulher sentada do nosso lado disse que a Santuzza já foi melhor, quando era mais nova, e algumas pessoas a vaiaram.
Consegui lugares na fileira da frente do balcão superior, e não tenho reclamações sobre o lugar.
A única coisa que me desagradou um pouco é que as legendas estavam muito resumidas e às vezes cortavam 2/3 da fala dos personagens.

No final eu tava assim =B

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