CDHP 27

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Baseado no Survey Skills Development Course do Statistics Canada, o Curso de Desenvolvimento de Habilidades em Pesquisa (CDHP) se propõe a fornecer aos participantes uma visão abrangente de todo o processo de planejamento e execução de uma pesquisa domiciliar por amostragem. Partindo de uma demanda específica apresentada por um cliente, os alunos desenvolvem, em curto espaço de tempo, um projeto, executam a pesquisa e apresentam, sob forma de relatório, os resultados da pesquisa realizada em condições reais.

São 6 semanas para fazer uma pesquisa completa. Plano tabular, plano amostral, questionário, programa de entrada de dados, divulgação, coleta de dados, análise de dados, apresentação dos resultados. Geralmente, sãlo 25 alunos divididos em 5 grupos: Tema, Amostra, Questionário, Sistema e Campo. Só que a 27ª edição começou com 22 alunos e terminou com 21 (um dos alunos quebrou o pé). A meta do CDHP é mostrar todas as etapas de uma pesquisa dentro do IBGE, e os grupos, com seus instrutores, espelham quase perfeitamente algumas áreas do Instituto. Digo ‘algumas’ porque o foco foi pesquisa domiciliar e isso é só uma parte de tudo que o IBGE faz.

O curso é cansativo, claro. É muita coisa em pouco tempo. A orientação é que você dê preferência para participar de um grupo com tarefas “desconhecidas” para você. A julgar pelos instrutores, o grupo Tema corresponde à área em que estou no IBGE, portanto este foi pro final da minha lista. De Amostra eu sei toda a teoria. Com Questionário e Sistema não trabalhei diretamente, mas tenho uma noção boa de como funciona. Sobrou o número 1 na minha lista de preferência: Campo.

Tem muito analista por aí que subestima a importância da equipe que coleta dados. O cara fica o dia inteiro na frente do computador fazendo plano tabular e questionário e ignora que certas coisas não funcionam em campo. Por exemplo, não adianta querer saber a renda exata do domicílio; se as pessoas mal respondem a faixa de renda, imagina responder um valor exato! Eu já suspeitava, e agora tenho certeza: a coleta de dados é uma das etapas mais importantes de uma pesquisa e, até na hora de escrever o questionário, você tem que saber qual a melhor forma de redigir uma pergunta, senão o entrevistado pode interpretar errado e responder errado (o treinamento do entrevistador também influencia isto, mas o ideal é não haver margem para outras interpretações).

No CDHP, os instrutores de Campo são cheios de histórias pra contar. Não só histórias de campo (“perdi uma entrevista porque o sujeito estava indo levar a esposa pra maternidade”), mas também histórias de discussões com quem formulou a pesquisa e/ou escreveu o questionário (a questão da renda é sempre polêmica, os analistas querem números exatos, o pessoal de campo sabe que isso é quase impossível, que a taxa de não-resposta vai ser grande demais). Apesar de todo o trabalho, me diverti muito durante essas 6 semanas principalmente por causa dos instrutores e só não falo dos instrutores dos outros grupos porque não tive tanto contato com eles.

Rola uma certa pressão na primeira semana, “nenhum CDHP deu errado até hoje”, mas no final deu tudo certo.

O Banheiro

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Descobri por acaso. Fui escovar os dentes e havia uma mulher vendendo roupas no banheiro, e o barulho das clientes conversando alto me assustou um pouco. Descobri que não era só uma vendedora, e não vendiam só roupa, mas lingerie e pijamas também. Descobri que elas, as vendedoras, aparecem quase toda semana.

Comecei comprando um sutiã. Depois calcinhas, conjuntos de calcinha e sutiã, camisas, pijamas, blusas, biquini, e até barra de calça mandei fazer.

Hoje experimentei um vestido que ficou tão perfeito que, se eu não comprasse, as outras mulheres iam me bater. E ainda pedi um outro vestido de uma outra cor para o reveillon.

Este banheiro é um perigo!

Duplo twist carpado

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O telegrama chegou dia 18 de janeiro de 2012, me convocando para ir ao Rio de Janeiro no dia 24 do mesmo mês. Esta convocação veio do IBGE, relacionada ao concurso público cuja prova fiz em janeiro de 2010 (Edital nº 06/2009, resultado homologado no Edital nº 2/2010), e, de repente, me vi olhando anúncios de imóveis para alugar no Rio de Janeiro e em Niterói e pedindo demissão e viajando durante à noite entre Rio e SP D=

Apesar de toda a correria e de quase surtar, DEU TUDO CERTO! A nomeação saiu no Diário Oficial do dia 5 de março. Tomei posse, entrei em exercício e peguei as chaves do apartamento escolhido em Niterói no dia 8 de março. No sábado, dia 10, o caminhão de mudança chegou às 7am e no domingo já estava com quase tudo no lugar. UFA!

Agora estou trabalhando no Rio de Janeiro e não estou sofrendo tanto com o calor por causa do ar condicionado porque o outono ta chegando e o Cara Amarela não está tão malvado. E estou morando em Niterói porque, entre um conjugado minúsculo na Zona Sul e um apto de 2 quartos em Niterói, ambos pelo mesmo preço (aluguel+condomínio+iptu), eu fiquei com a segunda opção.

E é isso. Ainda não me adaptei direito aos horários novos e estou morrendo de sono, mas estou feliz =D

2011: um ano de mudanças

3 Comentários

Sim, empolguei nos posts. Na verdade queria ter escrito este post no final de dezembro, mas me faltou tempo e inspiração, coisas que estão sobrando agora (qualquer coisa para adiar uma faxina hahaha)

2011 foi um ano que começou com dúvidas: fazer mestrado ou trabalhar. Fiquei com a opção mais cômoda e comecei o mestrado. B-O-R-I-N-G. Eu já estava com preguiça de estudar desde 2010, tanto que fiquei um ano a mais na graduação por causa disso, mas continuar morando em Campinas e indo pra Unicamp todo dia já era rotina, e a preguiça de mudar venceu. E eu foi vencida pelo sono nas aulas de Probabilidade. E não conseguia assimilar a lógica na hora de demonstrar teoremas. E não tinha ânimo pra estudar. E não tinha bolsa de estudos. E veio um problema amoroso que foi a gota d’água. E, no comecinho de maio, liguei pros meus pais e falei que não queria mais fazer mestrado.

No dia 16 de maio comecei a trabalhar na Ipsos, na BU Loyalty, na Zona Leste de São Paulo. Fiquei duas semanas em hotel até aprovarem meu pai como fiador e darem as chaves do quarto-sala-cozinha que aluguei. Mudança radical.

Mesmo tendo sido uma coisa impulsiva, arrumar um emprego e vir pra São Paulo foi a melhor coisa que fiz ano passado. Primeiro porque me deu ânimo novo. Segundo porque eu conheço muita gente que mora aqui, graças ao Fórum Valinor, então eu só fico em casa à toa se quiser.

Enfim, estou muito feliz com o rumo que minha vida tomou. Que 2012 seja um ótimo ano para mim e para as pessoas com quem me importo =D