Diário da Viagem: comentários gerais

Deixe um comentário

Transporte

A pior parte da viagem foi, de longe, atravessar o Atlântico dentro de um avião. Na ida o ambiente fechado me rendeu uma crise alérgica. Na volta, o barulho mais a dor de cabeça da tpm não me deixaram dormir direito.

Nos trens, a dica é pegar uma mesa e se espalhar. Nos ônibus, não tenha medo de ir pro segundo andar, os motoristas lá são treinados de verdade e dirigem devagar, o veículo mal balança.

O metro de Londres está completando 150 anos e dá para dizer qual linha é mais nova pela profundidade.

Escada da Jubilee Line, que foi a última a ser inaugurada, em 1979.

Escada da Jubilee Line, que foi a última a ser inaugurada, em 1979.

Hora do rush significa trens cheios em todos sentidos, mas não há correria nem empurra-empurra. As pessoas esperam o desembarque terminar antes de entrar no trem.

Londres tem engarrafamento sim e quando chove o trânsito piora sim. Até o metrô sofre quando chove. Mas pra quem conhece a hora do rush no Rio de Janeiro, Londres é só calma e tranquilidade.

Hotel

Banheira é uó. Super perigoso escorregar na hora de entrar ou sair dela, e eu fiquei com roxos na perna de tanto esbarrar nas alças laterais (pq pra tomar banho de ducha vc tem que ficar em pé dentro da banheira). Sorte que nem todos os hotéis tinham banheira.

A rede wi-fi do Travelodge não alcançava direito os andares mais altos do hotel e isso foi um problema em Bath e em Southwark, pois ficamos nos respectivos últimos andares. Em Southwark eu tinha que descer pro bar/café pra conseguir usar o skype.

Comida

O café é horrível. O bacon tem mais carne do que gordura. A maionese é picante. O refrigerante é menos doce (exceto o Irn-Bru). A água tem gosto estranho, exceto a das Highlands. A batata de Edimburgo tem gosto diferente. O molho inglês se chama “brown sauce”. Chicken Ceasar Salad entrou na minha lista de pratos favoritos.

Segurança

Londres já sofreu atentado terrorista, mas não virou uma cidade paranoica. Eles só checam superficialmente o conteúdo da mochila na entrada de teatros e afins e você nota a ausência de latas de lixo em alguns locais, tipo metrô.

Fotos

Facebook, com legendas (visível apenas para amigos).
Picasa, sem legenda.

Como lembrei de tudo isso? Anotava tudo antes de dormir! xD

Diário da Viagem: parte 5

Deixe um comentário

De Edimburgo para Fort William, 11 de junho

Pegamos o trem das 7am para Glasgow e, de lá, seguimos para Fort William no trem da manhã (são só 3 horários por dia: manhã, tarde e noite). No caminho, você vê muito mais ovelhas do que pessoas. E tinham paradas no meio do nada onde um grupo de aventureiros descia e outro subia. A paisagem é maravilhosa, não dá pra negar.

Highlands

Highlands (note a estrada no vale)

Chegamos ao nosso destino morrendo de fome e almoçamos no restaurante que tinha ao lada do hotel, chamado Brewers Fayre. Pode ter sido “culpa” da minha fome, mas foi o melhor pão de alho que comi na vida!

"Grilled chicken breast topped with bacon and melted cheese, served with a BBQ sauce, chips, garlic bread, coleslaw and a lightly dressed salad garnish."

“Grilled chicken breast topped with bacon and melted cheese, served with a BBQ sauce, chips, garlic bread, coleslaw and a lightly dressed salad garnish.”

Depois pegamos um ônibus em direção a Banavie para ver a Neptune’s Staircase e o Ben Nevis. Só que era o nosso primeiro dia chuvoso e o Ben Nevis estava totalmente encoberto =/

De Fort William para Londres, 12 de junho

– Sonhei que tinha ganhado uma prova de natação…
– Parabéns! Você sabe nadar?
– Não.

Basicamente, passamos o dia todo viajando de trem. Na parte de manhã fomos de Fort William para Glasgow, onde almoçamos, e no resto do dia fomos de Glasgow para Londres.

Londres, 13 de junho

Compras! Camden Town, Primark, Forbidden Planet e Zara.

À noite, fomos ver Household Division Beating Retreat, porque na semana anterior os guardas que venderam os ingressos nos contaram que a Rainha estaria lá!

Minha foto ficou tremida...

Minha foto ficou tremida…

Já o Helder conseguiu pegar a Rainha no telão!

Já o Helder conseguiu pegar a Rainha no telão!

A banda que mais me chamou a atenção foi a da cavalaria, porque os músicos tocam montados nos cavalos.

Day trip to Cambridge, 14 de junho

Originalmente, iríamos pra Cambridge no dia 13 e faríamos compras no dia 14, mas o Beating Retreat nos fez inverter os dias.

Desta vez não tínhamos nenhum tour agendado, então era só pegar um mapa e explorar. Só que demos o azar de ir lá no último dia letivo do período, o que significa que todos os colleges estavam fechados para turistas para se preparar para o May Ball.

O jeito foi fazer um punt tour para poder ver os colleges mais de perto.

Biblioteca do Trinity College

Biblioteca do Trinity College

Ah, enquanto esperávamos dar o horário do tour, a mulher que estava sentada do meu lado ouviu Helder e eu conversando em português e perguntou “Vocês estão aqui a passeio?”, respondi “sim” e fiquei sem saber se puxava assunto com ela ou não, só ouvi ela explicando pro marido que estava “talking portuguese” com os turistas.

Para finalizar a visita, fomos ouvir o coral da King’s College Chapel.

De volta a Londres, fomos para o shopping Westfield, em Shepperd’s Bush, porque eu precisava comprar esmaltes Kiko. A moça que me atendeu era baiana e morava em Londres há não sei quantos anos. Fomos jantar numa hamburgueria chamada Byron e o garçom que nos atendeu era um francês que já tinha morado em Niterói e falava português melhor do que muito brasileiro. O mundo é ou não é pequeno? /medo

Londres, 16 de junho

Último dia. Como nosso voo era só à noite, conversamos com o carinha do hotel e ele guardou nossas malas enquanto fazíamos nosso último passeio. Fomos para a Harrods, uma das maiores lojas de departamentos do mundo, no primeiro dia da liquidação de verão. Exploramos 2 ou 3 andares e só isso levou HORAS.

A loja é tão grande que mal cabe na foto

A loja é tão grande que mal cabe na foto

Foi nosso segundo, e último, dia chuvoso, e, depois de muito pensar sobre qual seria a melhor forma de ir para Heathrow, optamos por trem+ônibus. Nestes últimos dias em Londres ficamos hospedados no Travelodge de Vauxhall, que é do lado do metro e da estação de trem de mesmo nome.

Pousamos no Rio de Janeiro no dia 17 de junho, de manhãzinha.

Diário da Viagem: parte 4

Deixe um comentário

De Londres para Edimburgo, 08 de junho

Arrumei o malão, peguei meu corvo (o Jubileu), fui para King’s Cross e entrei na Plataforma 9 3/4 para pegar o Expresso de Hogwarts!

YAY

YAY

Não, péra. Antes eu tenho que contar da descoberta que o Helder fez de manhã.

Ele saiu depois do café pra comprar água e lanchinhos pra levarmos pro trem, mas em vez de ir no mercado que ficava embaixo do hotel, foi no que ficava no outro quarteirão e do outro lado da rua. Na volta, antes de atravessar pro lado do hotel, reparou na estátua de um cachorro, que é uma referência a Charles Dickens!

"My usual way home was over Blackfriars Bridge, and down that turning in the Blackfriars Road which has Howland Hill's chapel on one side, and the likeness of a golden dog licking a golden pot over a shop door on the other." Charles Dickens

“My usual way home was over Blackfriars Bridge, and down that turning in the Blackfriars Road which has Howland Hill’s chapel on one side, and the likeness of a golden dog licking a golden pot over a shop door on the other.” Charles Dickens

Olha no mapa como era perto, passávamos ali na frente pra ir e voltar do metro e só reparamos no cachorro no último dia! Pesquisando um pouco, descobri que a estátua foi inaugurada este ano, em comemoração ao bicentenário de Dickens.

Dito isso, vamos para Hogw- Edimburgo \o/
A viagem foi tranquila e pudemos ver um bom pedaço da costa leste da ilha, chegamos em Edimburgo no meio da tarde. Fomos vestidos pra enfrentar o possível frio de Edimburgo, mas lá tava mais quente que Londres, então fizemos checkin e colocamos roupas mais leves pra explorar as redondezas do hotel e comer. (óbvio que quando deu 18h começou a venta e esfriar e eu quase morri de frio, mas foi bom aproveitar o calor momentâneo =P)

"NO TRESPASSING Violators wil be shot Survivors will be shot again." - Black Rose Pub

Black Rose Pub, Edinburgh

Edimburgo, 09 de junho

Dormimos até tarde. Era domingo e não fomos visitar o castelo por motivos de “odiamos multidões”, mas fomos explorar a Cidade Velha, andando por tooooda a Royal Mile e almoçando no meio do caminho.

No final da Royal Mile, viramos à direita e fomos pro Holyrood Park, onde fica o Arthur’s Seat. Demoramos 1 hora pra subir os 250 metros, valeu muito a pena =D
Helder gravou um video girando 360° lá em cima, só dá pra escutar o vento.

No meio da descida paramos para um pique-nique, depois fomos pro hotel descansar: tirei um cochilo enquanto Helder via Fórmula 1. Como lá só escurecia às 22h, perdemos a noção do tempo e quase ficamos sem janta, mas ainda eram 21h quando saímos e as cozinhas dos pubs só fechavam 21:30 =P

Edimburgo, 10 de junho

Chegamos no Castelo de Edimburgo muito tarde pro primeiro tour guiado muito cedo pro segundo, e o Helder não quis pagar o audio guide, então só pegamos um mapa e fomos explorar sozinhos. Teve One O’Clock Gun, que neste dia, excepcionalmente, foi ao meio dia. (O primeiro tiro é perto dos 3 minutos)

Enquanto víamos as jóias da coroa escocesa, um pouco na nossa frente, na fila, tinha um sujeito que era a cara do Alfie Allen‎. Só não tirei foto porque era proibido ali na exposição das jóias e depois o “Theon” sumiu, hunf!

Theon?

Theon?

Depois do almoço, fomos para o Scotch Whisky Experience Tour, onde Helder ficou esperando alguém pedir meus documentos para conferir a idade, mas acho que finalmente tenho cara de 18+. Depois de descobrir como um single malt é feito, fomos para a degustação em uma sala onde se encontra a maior coleção de whisky do mundo, feita pelo brasileiro Claive Vidiz, com cerca de 3500 garrafas. Helder resolveu experimentar uma dose de quatro single malts diferentes (um de cada região da Escócia), além da dose que estava incluída no tour, e saiu todo feliz de lá LOL

Helder bebendo

Helder bebendo…

Helder feliz!

Helder feliz!

Depois que dei chocolate pro Helder voltar ao normal, fizemos comprinhas e voltamos pro hotel, já que o dia seguinte ia começar bem cedo.

Diário da Viagem: parte 3

Deixe um comentário

Londres, 04 de junho

O plano era visitar Westminster Abbey, mas a rainha estava lá comemorando os 60 anos de reinado, então aproveitamos que o dia estava maravilindo e fomos na London Eye.

Depois atravessamos a Westminster Bridge, passamos pertinho do Big Ben, demos uma olhada nos convidados que saíam da missa com a rainha, almoçamos e seguimos para Baker Street.

Baker Street Underground Station, Bakerloo Line

Baker Street Underground Station, Bakerloo Line

Não entramos no museu, só na loja, e exploramos um pouco as lojas da Oxford Street (Primark \o/)

À noite, fomos ver o musical We Will Rock You no Dominion Theatre. Fiquei toda arrepiada quando começou a tocar Somebody to Love *_*

Freddie \o/

Freddie \o/

Londres, 05 de junho

Começamos pela Tower of London, que começou a ser construída em 1066. O lugar foi palco de várias coisas importantes, como a execução de Ana Bolena, além de ter sido o ‘lar’ de vários prisioneiros importantes e quase um zoológico. Hoje em dia, apenas corvos são criados na fortaleza e as Jóias da Coroa são exibidas em um dos prédios.

Crown Jewels

Crown Jewels

Ali pertinho da Torre de Londres fica a Tower Bridge, ponte basculante que demos a sorte de ver descendo após a passagem de um barco.

Tower Bridge

Tower Bridge

Seguimos para St Paul’s Cathedral, mas chegamos tarde demais para entrar lá, daí atravessamos a Millennium Bridge e nos perdemos no caminho pro hotel LOL (fomos em direção ao metro Borough em vez de virar)

À noite, fomos ver Les Misérables no Queen’s Teatre. Sentamos na fileira B da plateia, de onde dava pra ver até que alguns atores babavam enquanto cantavam, eca!

Will you join in our crusade?
Who will be strong and stand with me?
Somewhere beyond the barricade
Is there a world you long to see?
Do you hear the people sing?
Say, do you hear the distant drums?
It is the future that they bring
When tomorrow comes!

Na saída, finalmente achei uma boina (estilo Éponine) que servia no meu cabeção (tamanho 59) \o/

Londres, 06 de junho

Mais um dia maravilindo na cidade onde (dizem) chove mais do que em São Paulo =P
Fomos pra Trafalgal Square e eu não sosseguei enquanto não subi em um dos leões (e rasguei a camiseta no processo).

Olha a boina! xD

Olha a boina! XD

Finalmente, fomos para Westminster Abbey, onde não me senti nada confortável com a quantidade de túmulos. Véi, o Darwin ta enterrado no CHÃO, as pessoas PISAM em cima dele (minha mãe me ensinou que é feio pisar nos túmulos /crendice).

Em seguida, passamos pelo St James’s Park, onde paramos pra fazer um lanchinho acompanhados por corvos.

Quando joguei o primeiro pedaço de bolacha prum corvo, só haviam 3 perto de mim. Em questão de SEGUNDOS ficou desse jeito aí que ta no video. Quando parei, eles simplesmente foram embora, sem atacar ninguém (Helder tava com medo). Nenhum pombo foi alimentado.

Depois que os corvos dispersaram, apareceram os esquilos (ou melhor, eu prestei atenção neles). Eles são fofos e reconhecem o barulho de um pacote de comida sendo aberto.

Esquilo!

Esquilo!

Aliás, acho que todos os animais lá estão acostumados a ganhar comida, olha este ganso exibido que me viu dando comida pro esquilo.

Terminamos de atravessar o parque e chegamos no Buckingham Palace, onde estava terminando de acontecer uma Garden Party. Mais tarde descobrimos que, logo depois da Garden Party, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, foi pro hospital fazer uma cirurgia exploratória.

A rainha estava em casa

A rainha estava em casa

Londres, 07 de junho

No caminho para o British Museum, encontramos uma loja que deixaria Sheldon louco.

Resumo do museu: Pedra Roseta, turistas japoneses, egípcios, assírios, turistas japoneses, gregos, romanos, excursão escolar, Mesopotâmia, turistas japoneses, início da escrita, múmias, excursão escolar… xD

Pequenos estudantes ^^

Pequenos estudantes =)

Ficamos lá até umas 14h, quando eu comecei a ficar com MUITA fome. Depois de comer, exploramos um pouco a região, passando pela Forbidden Planet e pela Twinnings.

À noite, fomos ver A Midsummer’s Night Dream no Shakespeare’s Globe Theatre. O hotel em que ficamos era pertinho do teatro, então fomos a pé, mas o namorado esqueceu de avisar que íamos ficar em pé o tempo todo e eu fui de salto (3~4cm), daí na volta implorei por um taxi. Anyway, valeu muito a pena =D

*_*

Globe Theatre

Diário da Viagem: parte 2

5 Comentários

De Bath para Oxford, 02 de junho

Como tínhamos marcado horário, às 10am estávamos no Jane Austen Regency Tea Room para tomar nosso segundo café-da-manhã xD. Desta vez foram sanduíches normais, nada de comida estranha.

Regency Tea Room

Regency Tea Room

Às 11am, pegamos uma van para conhecer alguns lugares da região.

Castle Combe: vilazinha que parou no tempo, com menos de 100 habitantes, 1 pub e 3 ruas que se encontram no Market Cross. Tim queria nos mostrar a igreja, mas, como era domingo, tivemos que esperar a missa terminar. Enquanto esperávamos, Tim, inspirado pelos túmulos que cercam a igreja, nos contou de onde veio a expressão “saved by the bell”.

Market Cross de Castle Combe

Market Cross de Castle Combe

Séculos atrás, a maneira de saber se uma pessoa estava morta era meio rudimentar (na falta de uma palavra melhor), então acontecia de uma pessoa entrar em coma, ser dada como morta, ser enterrada e acordar dentro dum caixão a sete palmo de profundidade. Disse Tim que as pessoas observaram arranhões do lado de dentro do caixão quando abriram o túmulo para tirar a ossada velha e abrir espaço pra mais gente e, por isso, passaram a colocar um sino na mão da pessoa que ia ser enterrada. Então, por duas noites, o morador que tivesse a melhor audição iria fazer vigília na porta do cemitério e, se ouvisse o sino, estaria pronto pra desenterrar o infeliz. E assim surgiu a expressão “saved by the bell”.

Túmulos ao lado da igrejinha de Castle Combe

Túmulos ao lado da igrejinha de Castle Combe

Ah, Castle Comble serviu de cenário para os filmes Dr Dolittle (o original), Stardust e War Horse.

Lacock: outra vilazinha que parou no tempo, com quase 200 habitantes, 4 pubs e 4 ruas que delimitam um quarteirão. Esta vila pertence ao National Trust e só pode morar lá quem é descendente das pessoas que moravam lá séculos atrás.

Lá foram gravados a série Pride and Prejudice (1995, BBC) e os filmes Harry Potter and the Philosopher’s Stone and Harry Potter and the Half-Blood Prince. Inclusive gravaram a cena da morte dos pais do Harry lá, e Tim contou de um turista norte-americano que perguntou se eles ainda viviam lá. A pergunta estava “wrong in so many levels” que Tim nem respondeu LOL

Dumbledore e Harry aparataram aí!

Dumbledore e Harry aparataram aí!

Anyway, Lacock é tão usada como cenário que a indústria cinematográfica pagou para que todos os postes e fios e antenas de energia/telefone/internet/tv fossem ocultados, o que só aumenta a sensação de ter voltado no tempo.

Notem a ausência de fios e antenas nos telhados

Notem a ausência de fios e antenas nos telhados

Avebury Stone Circles: círculo de pedras 1000 anos mais velho que o Stonehenge, ou seja, construído por volta de 2600 AC, e que ocupa uma área 16 vezes maior. E você pode anadar por entre as pedras e tocá-las à vontade. A parte ruim que a cidade foi construída no meio do círculo, sendo que cristãos achavam que aquilo era coisa do diabo e destruíram e/ou enterraram parte das pedras.

Devil's Chair, a maior pedra ainda de pé

Devil’s Chair, a maior pedra ainda de pé

Silbury Hill: é a maior construção pré-histórica que existe na Europa. O monte tem 40 metros de altura, a base tem 167 metros de diâmetro, o topo tem 30 metro de diâmetro e é feito de giz e argila, basicamente. Não se sabe o motivo que levou os homens pré-históricos a construírem isso.

Silbury Hill

Silbury Hill

Cherhill White Horse: cavalo branco construído no século XVIII. A Grã-Bretanha é cheia desses cavalos que, atualmente, só servem de atração turística, afinal também não sabem porque que ele foram feitos =P

Cherhill White Horse

Cherhill White Horse

Bom, depois desse longo passeio, voltamos para Bath, pegamos as malas e partimos para Oxford, de trem \o/

De Oxford para Londres, 03 de junho

Acordamos cedo para ir ao Wolvercote Cemetery visitar o túmulo do Tolkien. O cemitério é cheio de plaquinhas indicando o caminho para a última morada do Professor.

Thanks from Brazil

Thanks from Brazil

Depois, voltamos para o centro da cidade para fazer o University Tour. Para quem está em Oxford pela primeira vez, já é difícil identificar os Colleges, junte isso com um guia ruim (que eu ignorei depois de um tempo) e eu não lembro mais do que tirei foto. Só lembro da Divinity School porque aquele salão foi usado como cenário para a enfermaria de Hogwarts em Harry Potter and the Philosopher’s Stone.

Divinity School

Divinity School

Almoçamos rapidamente para não chegarmos atrasado no segundo tour do dia: J.R.R. Tolkien & C.S. Lewis Tour. Dessa vez a guia era boa. Tem um busto de Tolkien em Exeter College, que foi onde ele estudou. Vimos a última casa onde ele morou e soubemos que Priscilla ainda vive na cidade. E, no final, tomamos chá em Pembroke College, onde Tolkien deu aulas por 20 anos. Detalhe: Pembroke é uma das faculdades fechadas para turistas, a exceção é quando ocorre este tour e apenas para quem comprou o tour COM o chá.

Exeter College

Exeter College

Pra fechar com chave de ouro, fizemos um lanche no Eagle and Child Pub. Sentamos bem na região onde os Inklings se reuniam *_*

Inklings!

Inklings!

De barriga cheia, pegamos um ônibus para Londres.

Diário da Viagem: parte 1

1 Comentário

Do Rio de Janeiro para Bath, 29~30 de maio

Cheguei no Galeão e dei de cara com a seleção brasileira masculina de vôlei e quase passei na frente das câmeras. Helder chegou depois e, como tínhamos muito tempo antes do voo, fomos passear no Terminal 2, onde aproveitei pra tirar foto com o Super-Homem.

Homem de Aço no Galeão

Homem de Aço no Galeão

Às 19:05, partimos rumo ao Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e eu já tive que deixar o português de lado pra poder me comunicar com a tripulação. O ambiente fechado me fez mal (rinite alérgica) e, chegando em Paris, precisei tomar um anti-alérgico, o que me deixou grogue pelo resto da viagem. Sem contar que avião é super desconfortável pra dormir =X

No Charles de Gaulle, pousamos no gigantesco Terminal 2E e andamos uma vida até o portão de onde a conexão para Londres sairia, mas deu tempo de fazer um lanche no caminho e sentar em poltronas mais confortáveis. Dormi antes da decolagem, que demorou tanto que quando eu acordei pensando que já tínhamos pousado em Heathrow, ainda estávamos decolando LOL

Em Heathrow, passamos pela imigração tranquilamente, tendo que mostrar apenas o passaporte e o comprovante de compra da passagem de volta. Daí fomos para o terminal de ônibus, e de lá até Reading, onde pegamos um trem para Bath. Fizemos check-in no hotel, tomamos banho e saímos só pra jantar.

Bath, 31 de maio

Começamos por The Roman Baths, as termas romanas, onde passamos a manhã inteira. Saímos de lá morrendo de fome e fomos no Sally Lunn’s, um dos restaurantes mais antigos de Bath. De lá fomos pra Bath Abbey, onde o primeiro Rei da Inglaterra (King Edgar, 973 AD) foi coroado, já que a Westminster Abbey ainda não existia. (Note que o prédio atual não é exatamente o mesmo onde houve a coroação, já que a abadia foi reformada várias vezes.)

Placa na Bath Abbey

Placa na Bath Abbey

Depois da Abadia, fomos pro hotel porque eu queria trocar de sapato e de blusa (estava com calor), e aí fomos para os Parade Gardens, onde tomamos sorvete e aproveitamos o lindo dia de sol. Dos jardins dava pra ver a Pulteney Bridge, sobre o Rio Avon, que é tida como uma das pontes mais bonitas do mundo, junto com a Ponte Vecchio em Florença (Itália).

À noite, fomos para o Bizarre Bath Comedy Walk, onde conheci o Stu, um coelho de pelúcia especialista em números de escape (ele foi amarrado com uma corrente, colocado em um saco junto com um peso de academia, jogado dentro do Rio Avon e escapou!). Comprei uma miniatura dele xD

Tadinho do Stu =(

Tadinho do Stu =(

Bath, 01 de junho

Acordamos cedo e fomos comer o tradicional café-da-manhã inglês. Sou fresca e achei muito estranha a combinação de “pork sausage, wiltshire bacon, fried egg, black pudding, bubble & squeak, grilled tomato, field mushroom, baked beans and hot buttered toast”, então peguei só “scrambled eggs on toast”. Helder pegou o vegetariano: “veggie sausage, free fried egg, bubble & squeak, grilled tomato, field mushrooms, baked beans and hot buttered toast”.

Eggs on toast

Eggs on toast

Veggie breakfast

Veggie breakfast

Visitamos o Jane Austen Centre e a parte mais legal foi poder vestir roupas de época e tirar fotos xD. Queríamos tomar chá no Regency Room, mas já estava lotado pra tarde toda, então marcamos horário pro dia seguinte.

Nhó! *_*

Nhó! *_*

Almoçamos e seguimos para o Royal Victoria Park, que estava cheio de pessoas fazendo pique-nique (tem coisa melhor pra fazer num sábado de sol?). Passamos boa parte da tarde lá, aproveitando o clima agradável. Depois seguimos para o Royal Crescent, e no gramado de lá estava tendo uma festa. A princípio pensamos que era casamento, mas a ausência de uma mulher vestida de noiva combinada com a possível idade dos participantes nos fez induzir que era festa de faculdade. Só que estavam todos de roupa social e não tivemos coragem de perguntar pra um deles pra tirar a dúvida.

Festa!

Festa!

Viagem

3 Comentários

Falta menos de uma semana para minha primeira viagem “para o estrangeiro”. Dia 29/05, às 19h do Horário de Brasília, Helder e eu partimos rumo à Grã-Bretanha \o/

Já está quase tudo pronto: passaporte, passagens, comprovantes de reservas de hotéis, apólices de seguro, alguns ingressos de atrações já foram comprados, roupas de frio separadas…

Roupas de frio!? Pois é, deem uma olhada na previsão do tempo:

image

image

image

image