Dia 27 – Este mês

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Setembro foi um mês agitado. Teve:

– Encontro OMG em São Carlos no feriado de 7 de setembro: fui pra lá no sábado de manhã e voltei pra Campinas domingo à noite para “estudar” :)
– Parei de roer unha porque ganhei o esmalte Azul Divino da Impala da Feanari
– Fiz limpeza de pele pela primeira vez na vida
– Fui para Holambra, na Expoflora, com meus 3 pais (meu pai, minha mãe e meu irmão)
– Muito trabalho no estágio
– Prova de Séries Temporais, com direito a passar a final de semana estudando na casa da Sarah
– A pia da cozinha entupiu, mas fui salva pela minha mãe
– Fiz inscrição pro mestrado na Unicamp e pro concurso da ABIN
– 3 crises de ansiedade e contando…

E eu não consigo ser mais detalhada, por isso tirei a parte “em grande detalhe” do título =P

Como acordar minha mãe

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Como em qualquer outro dia, meu celular tocou assim que o Jornal Nacional começou. Atendi.
– Oi
– Bel… – Meu irmão estava falando baixo.
– Quê?
– A mãe ta dormindo, vou colocar o celular no viva-voz e você acorda ela.
– Ta bom.
Como é muito difícil acordar minha mãe sem assustá-la, a intenção dele era clara.
– Pronto, chama ela.
– Mãe.
Roncos.
– Mãe?
Mais roncos.
– Ela não vai acordar…
– Chama mais alto.
Respirei fundo.
– MÃE!
Ela gritou. Meu irmão e eu rolamos de rir. Ela começou a nos xingar de um jeito que só mãe sabe fazer. E o dia terminou inesperadamente feliz.

A Primeira Palavra

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Autor: Bastos Tigre

De que origem provém o belo idioma
que falas, ó! Crisóstomo-mirim?
Da Helade antiga? ou da vetusta Roma?
Tem raízes no grego? ou no latim?

De outras línguas dir-se-á que não deriva,
que original é a sua formação;
deve ser arquivelha, primitiva,
contemporânea do vovô Adão.

Cada palavra, nesse idioma expressa,
não há doçura que lhe iguale o mel.
Que língua rica! Eu quero crer fosse essa
a língua-mãe, na Torre de Babel!

Tendo uns sons ora breves ora longos,
opulenta é nas sílabas nasais;
língua monossilábica, os ditongos
nela são sempre as vozes espirais.

Quando a fala, Bebê, curioso atenta
a ver que efeito o seu falar produz;
frases há que entend~e-las ninguém tenta;
mamãe, mamãe somente, é que as traduz!

Qual fora o poliglota extraordinário
que a cada termo achasse tradução?
Só mamãe, que ela tem o seu glossário
par coeur, by heart, isto é, – no coração…

Bá-ba, dó-dé, dé-dé, brrr, glô, nenem…
Nai-um, pi-pi, ta-cum, pá, pó, ti, tê…
Sentidos vários na sentença têm,
Conforme o sono e a fome do Bebê.

Consoante em tom mais alto ou baixo soa,
de todo muda o seu sentido real;
E do modo, do tempo e da pessoa…
Depende a força da expressão verbal.

Da língua não é fácil a gramática,
que ela, em regra geral, das regras sai;
e aprendê-la demanda estudo e prática
e exige do aprendiz ser mãe… ou pai.

A primeira palavra… um som tão doce
que ao coração é fãcil perceber
que a expressão do Bebê, fosse qual fosse,
mamãe… mamãe… é o que ele quis dizer.

E dá-se mesmo o caso que surpreende
que, não tendo essa língua, língua irmã,
nela há uma voz que todo o mundo entende
em toda a terra e até no céu: Mamã!

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Poema tirado do livro “Poesias para o Natal e para o Dia das Mães”, organizado por Pereira de Assunção e publicado em 1967.
Esse era, de longe, o melhor poema =D

Essa é minha homenagem à todas as Mães *_*